Ponte de Sor | Mais do que inclusão no PNI, Hugo Hilário quer execução do IC9 “o mais rápido possível” (c/áudio)

O presidente da Câmara de Ponte de Sor diz não ser “surpresa” a inclusão do IC9 e da nova ponte sobre o Tejo na região do Médio Tejo com ligação a Ponte de Sor, no Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030. Considera a ligação do IC9 à A23 e A13 estruturante para o seu concelho e defende a ligação do IC13 a Alcochete.

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O executivo municipal de Ponte de Sor manifesta-se “satisfeito” mas não “surpreendido” com a inclusão do IC9 e da nova ponte sobre o Tejo, projetada para Abrantes, com ligação a Ponte de Sor, no Plano Nacional de Investimentos para a próxima década, aprovado na semana passada pelo governo. “Já no primeiro anúncio do Plano Nacional de Investimentos, há dois anos, esse era um dos investimentos contemplados e que obviamente promove ainda mais a competitividade deste território” do Alto Alentejo afirmou o presidente da Câmara Municipal de Ponte Sor, Hugo Hilário, em declarações ao mediotejo.net.

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Para o autarca este investimento “diminui uma série de barreiras, quer físicas quer temporais, no que diz respeito às acessibilidades. Se efetivamente se concretizar esse investimento, esperemos que sim!” vinca.

Hugo Hilário nota ser a execução “mais importante” que a inscrição no Plano Nacional de Investimentos e “quanto mais rápido melhor”.

Nos 230 quilómetros de percurso do rio Tejo em Portugal existem atualmente 16 pontes ferroviárias e rodoviárias, e a 17ª travessia é reclamada por Abrantes há cerca de 30 anos. Essa nova travessia está projetada no troço final do Itinerário Complementar 9 (IC9), que ligará a A23 a Ponte de Sor (e ao IC13, até Portalegre), com uma passagem sobre o rio entre Abrançalha e Tramagal.

Mais do que inclusão no PNI, o presidente da CM de Ponte de Sor, Hugo Hilário espera execução do IC9 “o mais rápido possível”. Foto: mediotejo.net

O IC9, inscrito no Plano Rodoviário Nacional desde 2000, desenvolve-se entre a Nazaré e Ponte de Sor, passando por Alcobaça, Batalha, Fátima, Ourém, Tomar e Abrantes, e fazendo a ligação com o futuro IC13, outra obra estrutural adiada há vários anos, para melhorar as acessibilidades do Alto Alentejo.

Se o planeamento tiver execução “aproxima Ponte de Sor de toda a zona Norte e também de Lisboa no que diz respeito aos tempos de deslocação que existem” acrescenta.

Apesar da conjuntura atual de pandemia, o presidente assegura que o concelho “vive momentos constantes de atração de investimento para Ponte de Sor, muito provocados pelo setor da aeronáutica e portanto tudo aquilo que for encurtar distâncias entre Ponte de Sor e outros centros competitivos do País – como Lisboa, zona Centro, Leiria, Pombal, Coimbra, Porto e toda a zona Norte – aumenta a competitividade também do nosso tecido económico e também do Alto Alentejo” uma vez que está prevista a ligação ao final do IC13.

Hugo Hilário lembra que Ponte de Sor “é um dos concelhos cuja atividade da indústria da transformação da cortiça é mais efetiva. É importantíssima e por vezes saem dezenas de camiões para o Norte do País. Encurtar esta distância nem que seja por meia hora ou nem que seja por 20 ou 30 quilómetros é tornar esse tipo de atividade mais competitiva, menos dispendiosa e mais sustentável de futuro” opina.

O presidente recorda também que a única capital de distrito do País sem ligação a uma autoestrada é Portalegre, “o único concelho, à sua dimensão, que tem competitividade a nível industrial como Ponte de Sor que não tem uma ligação próxima a uma IC ou a uma IP é Ponte de Sor”.

Sobre este Plano de Investimento Hugo Hilário afirma “não ser suficiente” uma vez que considera fundamental a ligação do IC13 a Alcochete, considerando ideal uma ligação a Lisboa pelo lado de Coruche e Alcochete.

Porque Ponte de Sor “é a entrada no Alto Alentejo mais próxima, com mais movimento, de quem vem da área metropolitana de Lisboa para o Alto Alentejo”.

Hugo Hilário considera ser atualmente “mais fácil” reivindicar este investimento “com legitimidade”. Ou seja, enquanto presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor e enquanto presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo diz que “nos últimos anos uma série de concelhos têm dado provas que hoje é legitima a revindicação de uma série de infraestruturas de acessibilidades que são indiscutivelmente importantíssimas e neste caso, para este território, serão mesmo diferenciadoras”.

O primeiro-ministro afirmou que o Programa Nacional de Investimentos 2030 tem as fontes de financiamento bem identificadas, envolvendo 43 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões de euros saídos dos orçamentos do Estado.

Estes dados foram avançados por António Costa na sessão de apresentação do Programa Nacional de Investimentos 2030, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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