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Ponte de Sor | Duas novas empresas do sector aeronáutico instalam-se no concelho

Duas novas empresas do setor aeronáutico irão permitir a criação de centenas de postos de trabalho diretos e indiretos no concelho de Ponte de Sor e na região envolvente nos próximos anos. A unidade fabril do ATL-100, a primeira aeronave portuguesa, será instalada em Ponte de Sor, e resulta da de um projeto da Dasaer com o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto.

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O presidente Hugo Hilário explicou que este projeto vai criar 1.200 postos de trabalho, que serão repartidos pelo centro de engenharia que este programa está a desenvolver no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia, em Évora, e também numa outra área em Beja.

“Este projeto vai criar 1.200 postos de trabalho, não todos em Ponte de Sor. O centro de engenharia vai ser em Évora, prevê-se também alguma atividade em Beja no âmbito deste triangulo aeronáutico Ponte de Sor, Évora e Beja, mas desses postos de trabalho, aquilo que eu penso, é que a maior parte vai ser em Ponte de Sor, mas não vou quantificar”, disse.

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Ponte de Sor será também a sede da Magellan Orbital, que desenvolverá satélites para observação da terra. Esta empresa será detida por capitais do Estado Português, através da entidade IdD – Portugal Defence, por capitais privados, do CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, da Efacec, da Omnidea, e da Tekever.

Fonte da empresa Tekever, especializada na produção de drones e uma das entidades fundadoras da empresa Magellan Orbital, explicou que “não está definido” o volume total de investimento.

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No entanto, o projeto conta com um investimento superior a 30 milhões de euros, mas os parceiros pretendem “acelerar” o crescimento da empresa com mais investimento, quer dos próprios parceiros, quer ao nível dos fundos comunitários, quer ao nível do mercado de capitais.

Em número de postos de trabalho para Ponte de Sor inicialmente “serão entre 30 e 40. Mas este consorcio pode atrair para Ponte de Sor as melhores empresas do mundo” neste setor e significar “centenas de postos de trabalho”, explicou Hugo Hilário ao jornal mediotejo.net.

Além de ficar sediada em Ponte de Sor, a nova empresa Magellan Orbital “terá também acesso” às instalações dos seus fundadores em Matosinhos, Évora, Almada e Arruda dos Vinhos.

Apesar do contexto de profunda crise da aviação, o eurodeputado Pedro Marques referiu, na sessão de encerramento da Portugal Air Summit, que a aposta da Câmara Municipal tem sido “visionária, já que a recuperação económica irá assentar em áreas profundamente tecnológicas”.

“Umas empresas trarão outras” como referiu Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial na sua visita à cimeira, explicando que o desenvolvimento dos territórios passa por este tipo de apostas inovadoras. Acrescentou que Ponte de Sor é o local “provavelmente improvável” para um desenvolvimento regional pujante.

Como mencionou também o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, a Portugal Air Summit “é um excelente exemplo de como as políticas públicas acompanham e atraem a iniciativa privada”.

Palavras de incentivo foram também deixadas pelo ministro do Planeamento, Nelson Souza, que, ano após ano tem participado no Portugal Air Summit e que garante “o apoio do governo português” ao trabalho de Ponte de Sor.

Voar mais alto digitalmente

O evento traduziu-se em mais de 30 horas de transmissão de conteúdos, entre eles debates, palestras, conferências, comentários, entrevistas e depoimentos de importantes players do setor. Desta edição resultaram cerca de 200 notícias nos meios de comunicação social locais, regionais e nacionais, imprensa, radio e televisão.

Ponte de Sor estabeleceu a parceria com a Agência Espacial Portuguesa – PT Space e fortaleceu a sua relação institucional com o CEiia – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto. Envolveu mais de meia centena de empresas que estão de “olhos postos” no território alentejano e no cluster da aeronáutica e projetou a imagem do Aeródromo Municipal, importante foco de desenvolvimento local.

Realização de uma cimeira em tempos de pandemia

A perspetiva de reunir duas centenas de palestrantes de 22 nacionalidades diferentes e de áreas tão destintas como defesa, aviação, espaço e tecnologia, e, de entre elas, membros do governo, diretores de organismos nacionais e internacionais, empresas do setor e associações, contribuiu para a tomada de decisão.

A cimeira foi ainda editada num formato híbrido, ou seja, com cerca de 15 a 20 pessoas a assistir presencialmente, dadas as limitações impostas pelas diretrizes de contenção da pandemia de covid-19, mas com largas centenas a assistir através de uma transmissão feita na internet, na página www.portugalairsummit.pt e num canal de televisão.

As salas tinham entradas limitadas e lotação máxima, além das medidas adicionais de distanciamento entre as pessoas e desinfeção das mãos, na entrada e saída de todos os espaços, no cumprimento das normas previstas pela DGS, sendo que a organização foi submetida a duplo teste de despistagem da covid-19.

Prova internacional de lançamento de foguetões confirmada para o ano em Ponte de Sor

A Organização do EuRoc–European Rocketery Challenge confirma realização da prova internacional de lançamento de foguetões em 2021 em Ponte de Sor. Esta foi a primeira edição da competição europeia e foi promovida pela Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space.

No próximo ano, estudantes do Instituto Superior Técnico, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e da Universidade da Beira Interior já entrarão na competição.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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