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Sábado, Junho 19, 2021

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Ponte de Sor | Autarquia questiona governo sobre fecho do posto da GNR de Galveias

O Ministério da Administração Interna decidiu encerrar “temporariamente” o Posto da GNR em Galveias, no concelho de Ponte de Sor. A decisão preocupa a autarquia que decidiu pedir esclarecimentos ao governo onde este assegura que o encerramento do posto é temporário.

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Segundo o ministro Eduardo Cabrita, em comunicação dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, que solicitou esclarecimentos sobre a decisão, “o encerramento do Posto de Atendimento da Freguesia de Galveias deve-se a ajustamentos decorrentes do Plano de Contingência da GNR para a covid-19, designadamente a necessidade de reorganização dos recursos disponíveis face às obrigações acrescidas com o Estado de Emergência e o confinamento, entre eles a redução do número de efetivos e a necessidade de afetação de recursos existentes ao controlo das fronteiras terrestres e ao patrulhamento exterior”.

Segundo a comunicação do Ministério da Administração Interna, “o encerramento temporário do Posto de Atendimento da GNR em Galveias resulta única exclusivamente das razões aduzidas, replicando-se por todo o território nacional, e só se manterá enquanto produzir efeitos o Estado de Emergência, não se colocando por isso nenhum cenário de encerramento definitivo”.

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Por seu lado, a Câmara Municipal de Ponte de Sor considera que “o Posto de Atendimento da GNR na Freguesia de Galveias é um serviço essencial e de proximidade para as populações, fundamental para salvaguardar a sua segurança e bem-estar. Estamos por isso comprometidos com a defesa deste importante e descentralizado serviço público de Galveias, encetando todas as diligências que se revelem necessárias para defender a sua preservação”.

A autarquia acrescenta que “a população pode ficar serena que não admitiremos o encerramento definitivo do Posto de Atendimento da GNR em Galveias”.

GNR decide fecho temporário de três postos de atendimento em Portalegre

A GNR suspendeu temporariamente o funcionamento de três postos de atendimento reduzido no distrito de Portalegre devido às “circunstâncias particulares e excecionais” que o país atravessa, no combate à pandemia da covid-19.

Numa nota enviada à agência Lusa, após ter sido questionado sobre esta matéria, o Comando-Geral da GNR recorda que as “circunstâncias particulares e excecionais” que o país atravessa, em especial com a reposição do controlo de fronteiras terrestres, conta com o “forte empenhamento” da Guarda.

“A Guarda considerou operacionalmente vantajoso adotar esta medida temporária, a qual permite alocar um maior número de militares para o serviço operacional, nomeadamente para o controlo da fronteira terrestre”, pode ler-se na nota.

Segundo a GNR, esta medida “apenas vigorará enquanto se afigurar absolutamente necessário”, sendo retomada a “situação de normalidade logo que possível”.

No Comando Territorial de Portalegre da GNR, foi temporariamente suspensa a atividade em três postos de atendimento reduzido: Casa Branca (Sousel), Galveias (Ponte de Sor) e Cabeço de Vide (Fronteira).

De acordo com a GNR, esta medida permitiu a transferência temporária de “cinco militares” para os postos sede de agrupamento.

A GNR acrescenta ainda que os restantes quatro postos de atendimento reduzido no distrito de Portalegre, situados em Vila Boim e Santa Eulália (Elvas), Alpalhão (Nisa) e Santo António das Areias (Marvão), “não tiveram alterações” no seu funcionamento.

Na sequência desta medida, a Direção da Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP criticou, em comunicado, o encerramento temporário do posto de atendimento de Galveias.

O PCP “reclama” junto do Ministério da Administração Interna a “reversão” deste tipo de medidas, tendo em “consideração” a “necessidade de garantir” os serviços de proximidade às populações do interior e “evitar novas necessidades” de deslocação neste tempo de pandemia a pessoas com “fracos” recursos.

“Trata-se de mais um sinal preocupante do abandono do interior e dos seus problemas”, em “resultado das políticas de direita por parte do Governo e de reafirmação da sua política de concentração”, as quais “promovem o despovoamento destes territórios que já possuem muito baixa densidade populacional”, referem os comunistas.

Os habitantes destes territórios, “sendo poucos ou muitos têm direito e merecem ser respeitados”, pode ler-se no comunicado.

C/LUSA

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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