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“Pluralismo político”, por Vasco Damas

Apesar de eu as ter agrupado, as frases seguintes foram proferidas de forma avulsa por Hannah Arendt, e ajudam-nos a refletir e a ter uma noção clara sobre a Importância do conceito de um pluralismo político que defende a existência da igualdade, com tolerância e respeito pelas diferenças.

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“O poder emerge onde quer que as pessoas se unam e ajam em conjunto.”

“Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento critico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime.”

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“Não há pensamentos perigosos, o próprio pensamento é perigoso.”

“O grande isolamento é cercar-se daqueles que pensam como nós.”

“O poder só é efetivo quando a palavra e o ato não se divorciam, quando as palavras não são vazias e os atos não são brutais, quando as palavras não são usadas para velar intenções, mas para revelar realidades, e os atos não são usados para violar e destruir, mas para criar novas realidades.”

“Os movimentos totalitários usam e abusam das liberdades democráticas com o objetivo de as abolir.”

“O revolucionário mais radical, tornar-se-á um conservador no dia seguinte à revolução.”

Não deixa de ser curioso o regresso à atualidade do pensamento desta extraordinária filósofa que morreu em 1975, e não deixa igualmente, de ser assustador e quase perturbador, percebermos que o totalitarismo não se esgota nos nacionalismos, porque ainda são muitos, para não dizer, cada vez mais, aqueles que tentam criar obstáculos ao crescimento de um pluralismo político, utilizando estratégias para uma “guetização” ou um amordaçar desse pluralismo, que chocam de frente com alguns dos princípios básicos de qualquer democracia saudável.

Há de facto personalidades que se afirmam democratas, que deviam servir a democracia, mas que convivem muito mal com o pluralismo e com a novidade e, apesar de afirmarem aceitar as regras da democracia, tudo fazem para, contrariando todos os princípios éticos que os devia orientar, mudar as regras que afirmam aceitar.

Continuando a revisitar o pensamento de Arendt, há muitos que esquecem que “o poder nunca é propriedade de um individuo, porque ele pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se mantiver unido”. Além do mais, “poder e violência são opostos. Onde um domina absolutamente, o outro encontrar-se-á ausente”. E desengane-se quem circunscreve a violência apenas ao uso intencional de força física. Ela pode exercer-se através da coação com o objetivo de criar obstáculos ao legitimo exercício de um direito, ou mesmo, dever de cidadania.

“Somos todos iguais, mas há uns mais iguais que outros”. Esta frase não é da autoria de Hannah Arendt, é de George Orwell, mas sintetiza bem a generalidade do pensamento da filósofa alemã. Ela passa-nos também a mensagem de que, enquanto tivermos conhecimento da existência destes equilíbrios desequilibrados, devemos continuar a promover e a defender a existência de um pluralismo político. Em defesa da diversidade e da liberdade.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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