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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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BE apela à manifestação de dia 11 pelo fecho da central de Almaraz

A distrital de Santarém do Bloco de Esquerda apelou hoje à participação da população na manifestação que se vai realizar no sábado, dia 11 de junho,  em Cáceres, manifestação esta que tem como objectivo uma grande mobilização para o encerramento de Almaraz e das outras cinco centrais nucleares que estão a laborar em Espanha.

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Em nota de imprensa, o BE refere que a Central de Almaraz, localizada em Espanha, a apenas 100 kms da fronteira de Portugal, é uma das mais envelhecidas ainda em funcionamento.

“Inúmeros problemas e a sua ocultação têm lançado o alarme nas populações tanto em Portugal como em Espanha. Prolongado o seu funcionamento de 2010 para 2020 e com movimentações para estender a sua laboração para lá de 2030, chegamos a um ponto em que ninguém poderá ficar indiferente a este aumento potencial de perigo de acidente nuclear. É o presente e o futuro que estão em causa”, pode ler-se na mesma nota.

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O Bloco de Esquerda refere ainda estar “ciente do perigo iminente para as populações do distrito de Santarém e outras”, tendo lembrado que tem vindo a desenvolver um trabalho de sensibilização, que se traduz em iniciativas parlamentares, de multimédia e outros meios de divulgação, contactos com as populações, e apresentações de moções nos municípios de Abrantes, Entroncamento, Salvaterra de Magos, Santarém e Torres Novas, entre outras iniciativas.

Na mesma nota, o BE apela à população para que se inscreva para a manifestação de dia 11 de Março, em Cáceres, manifestação esta que “tem como objectivo uma grande mobilização para o encerramento de Almaraz e das outras cinco centrais nucleares que estão a laborar em Espanha. Esta é uma causa internacional com enfoque na Extremadura espanhola e portuguesa.Apela-se aos autarcas, ao movimento associativo, sindicatos e população para tomarem posição e participarem na manifestação”, apelam.

Haverá autocarros desde Portugal e as inscrições estão disponíveis no site:

http://www.fecharalmaraz.org/ ou no seguinte contacto: Romão Ramos; telm925266812.

A plataforma de associações que está a organizar a participação portuguesa na manifestação ibérica que, no sábado, dia 11 de junho, vai reclamar em Cáceres o encerramento da central nuclear de Almaraz, espera, por sua vez, conseguir a maior mobilização de sempre.

Nuno Sequeira, da Quercus, uma das organizações que integra a plataforma, disse numa sessão de divulgação da iniciativa realizada em Vila Nova da Barquinha que está a ser organizada uma rede de transportes que vai cobrir todo o país, estando, no final de maio, confirmada a participação de mais de 200 pessoas.

“Esta é uma causa que importa abraçar. Temos de mostrar que Portugal está unido na exigência de que a central encerre no mais curto espaço de tempo”, afirmou.

Na sessão “Fechar Almaraz! Que descanse em paz!” foram reafirmados os argumentos para que as populações se manifestem, contrapondo a sua pressão à das “grandes empresas” que estão “a lucrar anualmente milhões de euros” com uma central que deveria ter encerrado em 2010, mas cujo funcionamento foi prolongado até 2020 e se especula haver intenção de o estender até 2030.

Paulo Constantino, do movimento ProTejo, relatou os “pequenos incidentes” (54 desde a entrada em funcionamento no início da década de 1980), o chumbo nos testes de resistência feitos pela Greenpeace e os “sérios riscos de segurança” apontados no início deste ano por inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol, como algumas das preocupações na base da exigência do encerramento imediato da central nuclear de Almaraz.

Situada junto à fronteira com Portugal, um acidente grave em Almaraz obrigaria à retirada das populações dos distritos de Castelo Branco e Portalegre e teria “implicações profundas” numa área considerável do território, além da contaminação das águas do Tejo, usadas na refrigeração dos reatores da central, referiu.

A sessão de Vila Nova da Barquinha contou com participações de dirigentes da ProTejo, da Quercus, da ZERO, Associação Sistema Terrestre Sustentável, da AZU, Associação Ambiente em Zonas Uraníferas, e do deputado do Bloco de Esquerda Carlos Matias e do presidente da distrital do CDS-PP, José Matafome.

Do encontro saíram propostas como a realização de um abaixo-assinado exigindo ao Governo português que tome uma posição firme junto das autoridades espanholas na exigência do encerramento da central e o pedido às Assembleia Municipais dos municípios ribeirinhos para que aprovem moções no mesmo sentido.

A manifestação que juntará portugueses e espanhóis, agendada para Cáceres, será mais um momento de mobilização na exigência do encerramento da central, disse Paulo Constantino.

C/LUSA

Agência de Notícias de Portugal

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