“Pintura latina”, por Massimo Esposito

Todos nós conhecemos a exuberância da escultura romana como também a arquitetura e as construções de estradas, pontes e aquedutos deste povo resoluto. Mas poucos conhecem a pintura romana. Naturalmente isto acontece porque o que chegou até nós são só algumas pinturas murais e outras pinturas sobre madeira, material muito pouco resistente ao tempo.

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Os Gregos, mestres dos Romanos, também pintavam, mas muito menos. Eles gostavam de colorir as famosas esculturas que conhecemos e, de facto, eram coloridas de cor de carne com panos vermelhos ou azuis e sandálias castanhas mas o estudo da pintura em si era ainda muito básico.

Os romanos, sobretudo no período imperial, desenvolveram técnicas muito avançadas de desenho em prospetiva e muito pouco conhecidas. Eles foram, como em todas as artes e técnicas, buscar elementos a outros povos e começaram a ter escolas e mestres.

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Etruscos (com o encausto, pintura mural com azeite), Assírios e Egípcios ampliaram o horizonte de conhecimento nesta linda arte e, como se sabe, tudo o que os Romanos faziam era em grande.

A maior parte das pinturas que chegaram aos nossos tempos são de Ercolano e Pompei, porque ficaram soterradas por 1800 anos, murais lindíssimos com cores vivas e formas rutilantes. Podemos encontrar exemplos de prospetivas, desenhos que imitam corredores, janelas e colunas que dão impressão que a casa é maior do que na realidade ou que o jardim entra dentro da casa.

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O vermelho que usavam é conhecido e replicado em várias épocas no curso do tempo, como também as decorações e figuras humanas desenhadas com profundo conhecimento anatómico.

Mas uma parte da arte pictórica que sempre me despertou uma grande admiração são os retratos que desde o primeiro século e até ao quarto ou quinto, foram desenvolvendo para lembrar os entes querido desaparecidos.

Nós usamos fotografias nos túmulos, mas eles fixavam pinturas em madeiras maravilhosas, com retratos muito bem conceituados e que, se os puséssemos numa galeria moderna, enganariam muitos críticos de arte.

Aconselho vivamente a inteirarem-se destes retratos, conhecê-los e, sobretudo aos meus alunos, neste tempo de férias, que possam exercitar-se, porque, realmente, muito podemos aprender com estes antigos e desconhecidos artistas latinos.

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