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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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“Picles”, por Armando Fernandes

A pouco e pouco, foi-se integrando na cozinha portuguesa este condimento vindo da Inglaterra, concebido à base de legumes, ou frutos, podendo ser uma mistura dos dois elementos. Conservado em vinagre aromatizado, cuja génese é na picante e suada Índia, Madrasta e Bombaim, os colonialistas da Velha Albion amaciaram os picles espevitadores de gins tónicos bebidos quando lhes dava na «imperial» gana.

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Os picles, como muitos leitores sabem podem ser elaborados nas nossas casas e, são, muitos dos quais bem mais saborosos acidulamente dos adquiridos nos supermercados. Os picles apresentam-se em frascos de todos os feitios, os caseiros no aproveitamento de recipientes vidrados que tiveram outras utilizações.

O seu emprego em cozinha é múltiplo indo do solitário a dar voz a bebidas falantes, até à cozinha sofisticada e/ou de autor, passando pela cozinha popular (mais de semblante urbano), burguesa e nobilitada. Dito de outro modo; a acompanhar carnes frias, charcutaria e queijos gordos. Também aparecem a guarnecer peixes e empadões.

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No meu entender os picles suscitam imediatas reacções das papilas gustativas, se assim não acontecer, manda a prudência consultar-se o nosso facultativo familiar.

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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