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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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Abrantes | Pescador amador apanha peixes gigantes no Tejo

Paulo Costa, pescador amador, irritou-se com a quantidade de fios e canas partidas e decidiu investir em material mais resistente e apropriado para a pesca de peixes que sabia serem grandes. No açude de Abrantes, no Tejo, confirmou o que se suspeitava ao apanhar dois peixes à cana, um de 15 e outro com 25 quilos e mais de 1,5 metros de comprimento: “As águas do rio Tejo estão minadas de siluros, são peixes gigantes, e alguns com mais de 50 quilos”, afiança.

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PEIXE_GATO2Pescador amador, Paulo Santos Costa dedica-se à pesca aos fins de semana e preferencialmente junto do açude de Abrantes, “200 metros para cima, 200 metros para baixo”, em busca de lúcios-perca. O que não contava era com as lutas que teria de travar quando peixes “maiores do que a conta” lhe fisgavam o isco: “Em 3 semanas seguidas destruíram uma cana de carbono e perdi a conta aos fios que me partiram. E pensei em investir em fios mais fortes e numa cana e um carreto mais resistente para apanhar um bicho destes. Apanhei dois seguidos, um dos quais com 25 quilos, mas já lá vi peixes maiores ainda. Há ali siluros com mais de 50 quilos”, destacou.

PEIXE1“São peixes muito grandes, com muita força e que quando ferram vão para o fundo do rio, e rebolam e batem nas rochas até se soltarem. É preciso ter muita força, mas também técnica e bom material para agarrar um bicho destes à cana. É um bicho mau. Pesco aqui há muitos anos e nunca tinha visto nada assim”.

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PEIXE2Paulo não aprecia os peixes-gato (siluros) e ofereceu um dos peixes que apanhou. Os próximos que pescar, afiança, vai “devolver à natureza”.

“Não quero mais siluros ou peixe-gato, mas sim o lúcio-perca. “Espero que este número anormal de siluros no rio seja um fenómeno transitório, decorrente do aumento dos caudais do Tejo.

**Republicada no âmbito de alguns trabalhos a que voltamos a dar destaque e que foram publicados no jornal mediotejo.net entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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4 COMENTÁRIOS

    • Claro…Matar,assim resolve-se o problema, em Países civilizados e conscientes ficam felizes de os ter nas suas águas aqui em Portugal exterminam-se.
      Talvez pensando melhor e ver o valor real desse peixe
      Gastronomico e desportivo se penssa-se diferente.

  1. Com a nova lei de 2017, a partir de 2018 já não se podem pescar, nem siluros nem lucio-perca. Ridicula lei, parece tersido feita por ignorantes, a viver nos anos 70, que querem exterminar carpas e pimpões. Uma vergonha de lei…

  2. Tanto os Sirulos, como os Lucios-Perca, os Pimpoes e as Carpas, e também o Achigã são todos especies invasoras, introduzidas por alguns pescadores que seguramente ignoram o impacto que estas introduções têm. Pois estes peixes estão a exterminar espécies de peixes autóctones, que são muito menos conhecidas, e mais pequenas e por isso não são interessantes para a pesca, mas são unicas no mundo e super raras.. No nosso país há muitas especies de peixe de rio muito raras, com milhares de anos de especificidades genéticas que estão a desaparecer. Vejam o projecto PEIXES NATIVOS que está a fazer um sério esforço na criação e reintrodução de algumas destas espécies. Como o Ruivaco do Oeste que ja só existe em 2 ribeiros portugueses, o Saramugo que esta quase estinto, o escalo do Mira, a boga Portuguesa, a Boga do Tejo entre outros, uma vez que desaparecidas estas espécies extinguem-se completamente do planeta

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