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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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“Pepino”, por Armando Fernandes

Sim, pepineiras de vários calibres explodem todos dias nas redes sociais a ridicularizarem a bazuca de Costa, o promotor de promessas, mas não de pepinos que podem ser comidos crus ou cozidos, salgados ou sem sal que em excesso mata e deforma as pessoas.

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O pepino é originário dos Himalaias, há 3.000 anos já alegrava os palatos dos egípcios, os hebreus prodigalizavam-lhe imensos cuidados na Galileia, na Idade Média (714) nasceu em França um menino que recebeu o nome de Pepino e que ficou nos anais da História com o cognome de o Breve, não tendo sido assim tão breve. Para mais pormenores consultem a Internet, mas não consta que gostasse de pepinos, mesmo na forma de sopas ou saladas, amaciados ou rijos os quais alegram e dão tom a várias criações culinárias.

Os Gregos e os Romanos concediam apreço ao fruto filho de uma árvore trepadeira parente das abóboras, aquoso, rijo e cilíndrico, também na Corte de Carlos Magno aparecia no seu tempo de maturação, por isso na época de Luís XIV o seu hortelão iniciou a cultura do pepino sob abrigo de modo a poder aparecer mais tempo na mesa imperial.

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Rico em sais minerais e vitaminas A e C, todas as variedades, de estufa ou do campo, dada a dureza da sua casca, obviamente, devem ser descascados, pois pepinos «casca grossa» abundam, desenvolvendo-se onde menos se espera. Acreditem!

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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