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“Pensando no Covid-19 e na arte”, por Massimo Esposito

Ainda estou mais certo do que penso. É claro que o tempo ajuda, ficamos mais pacientes e menos impulsivos, mas aquilo que me aproximou da arte, ao pintar, ao desenhar e tentar reproduzir a realidade ou os meus sonhos, foi a alegria que dá enfrentar uma folha ou uma tela em branco e CRIAR algo que não existia antes.

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Tenho alunos que desejam recriar os heróis da banda desenhada que amam, mulheres que desejam ter um quadro de flores pintadas por elas ou jovens que esperam encontrar o próprio estilo. E quanto é agradável ver a cara entusiasta e satisfeita deles quando conseguem o objetivo. Este é um motivo para eu continuar a dar aulas de pintura no Médio Tejo, mas outro é confirmar que é mesmo alegria, intensa e intima aquilo que se prova ao concluir algo que queríamos fazer e ter nas mãos a prova efetiva, palpável do sonho tornado realidade.

O Covid-19 fez com que algumas pessoas pensassem em algo mais profundo, algo mais pessoal que as pudesse ajudar num momento de crise ou de ânsia como aquele que estamos a enfrentar: há quem se tenha dedicado mais ao próprio corpo e saúde pessoal, outros mais à família (outro fizeram o contrario e procuraram a liberdade das ligações afetivas), alguns à musica e outros à expressão artística.

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A humanidade em geral não muda, isto é visível, mas com certeza que alguns de nós podem mudar o rumo da PRÓPRIA vida procurando, escavando afincadamente algo de belo e brilhante que há em nós. Eliminamos as diferenças (e entre artistas há muitas devido ao ciúme), eliminamos os medos e as ânsias e desenvolvemos o amor à arte. Isto nos fará bem e também aos que estão perto de nós e.. quem sabe? Podemos encontrar a possibilidade de trabalhar e viver do que amamos.

O que acham? Vamos a isto?

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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