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Sábado, Outubro 23, 2021

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“Pela sustentabilidade do Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento”, por Hugo Costa

Apresentei em Plenário esta segunda-feira, 26 de novembro, em nome do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, uma proposta de alteração sobre o financiamento do Museu Nacional Ferroviário situado na cidade do Entroncamento, sendo que a Fundação que o gere atravessa momentos difíceis do ponto de vista da sustentabilidade financeira.

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Considero que esta é uma infraestrutura que possuí um espólio de valor reconhecido internacionalmente, resultante da conservação de material circulante de vários períodos históricos. É, portanto, da história do nosso país que falamos. Há um enquadramento que se impõe fazer: o Museu pertence à Fundação Nacional do Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado, que estabeleceu o seu funcionamento bem como o seu conselho de fundadores.

Foi assim que também foi determinando que a sua sede fosse no Entroncamento, cidade indissociavelmente ligada, pela sua génese e história, ao transporte ferroviário.

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A Fundação atravessa uma difícil situação económica e financeira, que se tem vindo a agudizar desde 2011, uma vez que viu o seu orçamento com uma redução na ordem dos 50%.

Uma situação que acontece devido aos cortes que foram feitos nos apoios às fundações, não obstante os números verdadeiramente encorajadores da afluência, reveladores de todo o potencial existente no seu espólio e temática.

Reconhecendo a importância do Museu para a região e para o país, o Grupo Parlamentar do PS apresentou uma proposta com vista a excecionar os limites de transferências, nomeadamente da CP e da Infraestruturas de Portugal, permitindo o valor financeiro necessário para a sua manutenção e necessário investimento.

O Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento merece esta garantia de sustentabilidade, para continuar a mostrar o seu valioso espólio a quem o visita.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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