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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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PASSE PELA BIBLIOTECA: ROTEIRO PARA UMA VISITA AO CONCELHO DE SARDOAL, DE LUÍS MANUEL GONÇALVES

Convidámos os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço, de forma alternada, todas as sextas-feiras. Esta semana, “Roteiro para uma visita ao Concelho de Sardoal”, de Luís Manuel Gonçalves, é a sugestão de Susana Afonso, bibliotecária na Câmara Municipal de Sardoal e Historiadora da Arte.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

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A sugestão de leitura da Biblioteca Municipal de Sardoal tem duas “leituras”, a primeira é um convite a uma visita à Biblioteca, ao seu espólio e, quem sabe, a requisição da sugestão. Mais do que um espaço físico, é um local de cultura, onde todos são bem-vindos. A segunda é a sugestão de leitura em si: “Roteiro para uma visita ao Concelho de Sardoal”, de Luís Manuel Gonçalves, editado pela Câmara Municipal em 2004, com fotografias de Paulo Sousa.

Sardoal é daquelas vilas que, para quem não conhece e vem pela primeira vez, é paixão à primeira vista. Por todas as suas razões e mais algumas. A sensação ao chegarmos é que entrámos num lugar peculiar. A luz parece diferente, os edifícios, as ruas do centro histórico estreitas e tortuosas, cobertas por seixo rolado vindo das ribeiras do concelho, por onde passaram tantas pessoas, umas mais ilustres, outras menos. O cuidado que cada um tem em manter a traça das suas casas com orgulho.

As primeiras páginas do “Roteiro” fazem o enquadramento histórico, cultural e social do concelho de uma forma simples e acessível.

Na vila podemos fazer uma viagem no tempo através das suas igrejas e capelas, desde o século XIV até aos pormenores mais contemporâneos. Na Igreja Matriz podemos visitar um dos grandes e importantes núcleos de pintura renascentista deixada pelo Mestre de Sardoal, que hoje sabemos terem sido Manuel Vicente e Vicente Gil. Ainda aqui o grande ceramista barroco, Gabriel del Barco decorou a capela-mor, para não falarmos no retábulo em talha dourada, de autor desconhecido. Alguns metros mais abaixo, na Igreja da Misericórdia, o portal deixado por João de Ruão. Na noite de Quinta-feira Santa sai daqui a procissão do Senhor da Misericórdia ou dos Fogaréus. Quase mística, apenas iluminada com os archotes e as centenas de velas e lamparinas colocadas nas sacadas e janelas ao longo do percurso da procissão. A Santa Casa da Misericórdia de Sardoal tem um espólio riquíssimo, aliás. Além desta Igreja no centro da vila, tem ainda o Convento de Santa Mara da Caridade, onde se destaca o raro oratório em arte Namban, do século XVII. Uma das obras de arte mais viajadas de Portugal e é “nossa”.

Um dos nossos “cartões-de-visita” é o Pelourinho, junto da Câmara Municipal e da nossa Biblioteca. Mesmo este sendo de uma réplica do original, esta versão foi redesenhada pelo arquiteto Raul Lino no início dos anos 30 do século passado. Bem perto do painel alusivo a Gil Vicente, onde este já tinha escrito “à guisa do Sardoal”, na Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela.

A segunda parte deste “Roteiro” segue a visita pelo concelho, sendo motorizado ou pedonal. Primeiro nos arredores da vila, pelas fontes, chafarizes, árvores classificadas e quintas vinícolas, até às aldeias próximas, sugerindo uma visita aos Moinhos de Entrevinhas e a zona de lazer da Lapa.

A terceira e última parte está reservada ao lado mais prático da visita: as festas religiosas e populares; a gastronomia da região e os locais culturais e de diversão.

Espero que tenha conseguido aguçar a vontade de folhear o “Roteiro para uma visita ao Concelho de Sardoal” e que seja uma companhia na sua visita.

Susana Afonso

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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