Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Domingo, Julho 25, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

PASSE PELA BIBLIOTECA: “Os dias mais perigosos da nossa história”, de Sérgio Luís de Carvalho

 

- Publicidade -

 

Anabela Cardoso, Diretora da Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, em Constância
Anabela Cardoso, Diretora da Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, em Constância

- Publicidade -

Convidámos os diretores das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço, de forma alternada, todas as sextas-feiras. Esta semana, “Os dias mais perigosos da nossa história”, de Sérgio Luís de Carvalho, é o livro sugerido por Anabela Cardoso, diretora da Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, em Constância.

Passe pela biblioteca… e boas leituras!

No âmbito do convite formulado à Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill de Constância no sentido de contribuir com uma sugestão de leitura para a recente publicação online Mediotejo.net, decidimos colaborar nesta iniciativa sugerindo a obra de Sérgio Luís de Carvalho Os dias mais perigosos da nossa história, editado pelo Clube do Autor, por ser uma obra que valoriza a importância do passado para se tomar consciência e melhor compreender o presente.

image

Esta é uma viagem pelos dias mais perigosos da História de Portugal. Dias de luta e de confronto, mas também dias de compromisso e de união. Dias, enfim, em que se as coisas tivessem sido diferentes, talvez o nosso país fosse outro, ou nem sequer existisse já.

Por isso, conhecer esses dias perigosos – desde a tarde da batalha de S. Mamede até à madrugada da Revolução dos Cravos – é também conhecer o nosso passado e compreender o nosso presente, sobretudo numa época em que os dias perigosos parecem estar de volta. Numa nação com 900 anos, alguma vez esses dias deixaram de estar presentes?

Saiba assim como tantas vezes, perante adversidades por muitos consideradas inultrapassáveis, Portugal venceu e sobreviveu.

 Esta longa viagem pela História de Portugal, como refere o autor, inicia-se na Época Medieval, passando pela Época Moderna e terminando na Época Contemporânea. Caracteriza estas épocas com uma seleção de 57 dias perigosos, desde a Batalha de São Mamede, a 24 de junho de 1128 designado O dia que foi a primeira tarde portuguesa, até à Implantação da Democracia em Portugal, no dia 25 de Abril de 1974, onde o autor, neste último texto, cita Sophia de Mello Breyner acerca deste dia Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial, inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo.

Mas além destes dias, outros foram escolhidos, como as datas da batalha de Ourique (25 de julho de 1139), da conquista de Ceuta (22 de agosto de 1415), o naufrágio de Camões (Verão (?) de 1556), da Implantação da República (5 de outubro de 1910) e do início da guerra colonial (04 de fevereiro de 1961), entre outros. E o leitor vai passando por estes dias decisivos e marcantes de cada época, encontrando a mesma estrutura em cada dia: a referência ao dia em causa, uma citação em epígrafe, um texto com a narração desse dia e uma referência bibliográfica de apoio.

Vamos ainda percorrendo a História de Portugal, saltando de dia em dia, convivendo com uma escrita muito clara, fundamentada e muito completa. Nalguns temas simplificaram-se as explicações sobre o assunto, noutros, especulou-se um pouco, levando o leitor a meditar e a refletir sobre o que teria acontecido se o desfecho de qualquer dia narrado tivesse sido diferente.

Faltou ao autor tratar os últimos 40 anos da História de Portugal, onde somos todos intervenientes e testemunhas dos dias perigosos que estamos a atravessar, conscientes que as decisões tomadas ou a tomar, terão implicações para o futuro de um país que conta 900 anos de história.

Esta obra permite desenvolver o nosso sentido crítico, com a capacidade de ler e interpretar cenários e ao mesmo tempo tomarmos uma posição. É uma leitura enriquecedora, que apela ao leitor a empreender uma viagem pela História de Portugal, o que se torna uma sugestão agradável para um fim-de semana.

Anabela Cardoso

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here