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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Passe pela Biblioteca: “Obras de Teolinda Gersão”, por Ana Saraiva

Convidámos os diretores das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço, de forma alternada, todas as sextas-feiras. Esta semana, algumas obras de Teolinda Gersão são as sugestões de Ana Saraiva, Chefe de Divisão da Ação Cultural da Câmara Municipal de Ourém e responsável pela Biblioteca Municipal.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

 

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Ourém recebeu a edição da Feira do Livro de 2016! De 11 a 25 de abril, os Paços do Concelho foram ponto de confluência de escritores, alunos, docentes, pais e demais cidadãos com gosto pela escrita e pelo saber vertido em livro.

Entre outras coisas, esta iniciativa da Biblioteca Municipal trouxe novidades literárias e aproximou leitores de escritores. A sua presença pessoal – com partilhas de experiências e opiniões – ajudou a desmistificar imagens de distância que se vão criando em

torno dos autores da escrita. Geraram-se empatias e o livro mergulhou, ainda mais, nos dias dos oureenses. Autores com trajetórias e perspetivas muito pessoais construíram uma dinâmica preenchida com sessões literárias para crianças, jovens e adultos com interesses e gostos diferentes. A feira também foi pretexto para a renovação regular e fundamental do acervo da biblioteca municipal.

Teolinda Gersão (Foto DR)
Teolinda Gersão (Foto DR)

Teolinda Gersão, nome maior de uma literatura sem fronteiras, falou-nos do seu percurso literário. Os livros que escreveu – vários adaptados para teatro e cinema – apresentam uma escrita muito visual como se a acompanhássemos de perto ou a vivêssemos por dentro. É o caso de A mulher que prendeu a chuva, e outras histórias (2008 (prémio máxima de literatura)). O livro reúne contos do quotidiano que misturam alguma bizarria, estados oníricos e noções de realidade.

De entre outros, o conto “As tardes de um viúvo aposentado”, ao desfiar a relação deambulatória de um homem solitário com o tempo, permite refletir sobre as representações e os modos como nos tratamos e aos outros em idade avançada. O “Encontro no S-Bahn” conta as reações de uma jovem perante o estrangeiro, o diferente, com atitudes que revelam o medo de dececionar o outro que “está na sua própria casa”. Em “O verão das teorias” somos confrontados com a busca obsessiva de consensos a resultar no seu contrário. O conto “Avó e neto contra vento e areia” transporta-nos para a magia das relações atuais entre avós e netos que Teolinda Gersão tão bem descreve: ”Não tinha medo de nada, mas, apesar disso, gostava de sentir o olhar da avó. De vez em quando voltava a cabeça, para ver se ela lá estava sentada a a olhar para ele. Depois esquecia-se dela e voltava a ser o rei do mundo” (Gersão 2008: 72).

No plano das leituras para os mais novos, e não só, O morcego bibliotecário – escrito por Carmen Ferreira e ilustrado por Paulo Galindro – viaja por entre o mundo fascinante das serras de Aire e Candeeiros, servindo-se dos livros e de uma biblioteca para transmitir conhecimento e simpatia por estes pequenos mamíferos autóctones.

E porque é útil e bom acompanharmos o que se escreve sobre a região na qual gerimos rotinas, sugiro A Casa do Terreiro, História da Família Ataíde em Leiria – séculos XVII-XVIII. Francisco Queiroz lançou em abril passado este estudo aprofundado sobre os Silva Ataíde da Costa, família influente na construção da história de Leiria e de quintas notáveis de Ourém. Este contributo aumenta o conhecimento sobre a região e torna-a ainda mais nobre.

Desejo-vos leituras primaveris!

Ana Saraiva

Chefe de Divisão da Ação Cultural da Câmara Municipal de Ourém e responsável pela Biblioteca Municipal

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