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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Passe pela Biblioteca | “O Diário de Anne Frank”, de Anne Frank

Convidámos os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço de forma alternada, às segundas-feiras. “O Diário de Anne Frank”, de Anne Frank, é a sugestão apresentada esta semana por Graça Asseiceira, da Biblioteca Municipal Dr. Carlos Nunes Ferreira, em Alcanena.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

A 27 de Janeiro de 1945, os soviéticos libertaram Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Nas suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas, pelo menos, um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinónimo do genocídio contra os judeus, ciganos e outros tantos grupos perseguidos pelos nazistas.

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Porque nunca é demais lembrar o terrível drama vivido em pleno regime nazi, a sugestão de leitura da Biblioteca Municipal de Alcanena vai para uma das obras mais lidas de todos os tempos.

“O Diário de Anne Frank” é um diário escrito em forma de cartas por Anne Frank entre 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

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“Espero que te possa confiar tudo a ti; o que, até agora, nunca pude fazer a ninguém, e espero que venhas a ser um grande amparo para mim.” É desta forma que Anne Frank começa o seu diário. Escondida, durante a ocupação nazi, num anexo secreto em Amesterdão, com a sua família e outros judeus, Anne Frank, com apenas 13 anos de idade, relata a vida deste grupo de pessoas num diário, em forma de cartas, a uma amiga imaginária: Kitty.

Anne preenche folhas e folhas do seu diário, durante os dois anos que passou na clandestinidade. O isolamento, os sacrifícios diários, as angústias, o medo e, principalmente, a morte, a pairar sobre esta criança de uma inteligência e de um espírito de observação invulgares, fizeram com que ela amadurecesse prematuramente

O anexo secreto foi saqueado e destruído durante a rusga policial. Alguns dias depois, misturados com jornais velhos e lixo espalhados pelo chão, foram encontrados os cadernos onde Anne escrevera o seu diário que foi, após a sua libertação, entregue ao seu pai, Otto Frank. Otto foi o único dos escondidos no anexo secreto, que sobreviveu no campo de concentração. Em 1947 decide publicar o diário.

Este tornou-se não só um dos mais comoventes depoimentos contra a guerra, contra a injustiça e a crueldade dos homens como, também, um dos mais puros documentos psicológicos que todos deviam ler. Até porque nos dias que correm, com as demonstrações de racismo e xenofobia, muitas vezes, por parte de quem tem responsabilidades de liderança de grandes potências mundiais, revertem para a atualidade desta obra.

A presente edição tem tradução e prefácio de Ilse Losa, uma escritora portuguesa de origem alemã e ascendência judaica, que faleceu em 2016 e cuja atividade, como escritora de literatura infantil, lhe granjeou o “Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças” em 1994 pelo conjunto da sua obra.

Diretora da Biblioteca Municipal Dr. Carlos Nunes Ferreira, em Alcanena. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas - Estudos Portugueses e Ingleses. Pós-graduada em Ciências Documentais.

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2 COMENTÁRIOS

  1. O Médiotejo vai manter esta publicação, mesmo sabendo que é crime o plágio?
    E que tal retirá-lo com um pedido de desculpas a todos os seus leitores?

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