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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Passe pela Biblioteca | “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert

Convidámos os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço todas as segundas-feiras, de forma alternada. “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, é a sugestão apresentada esta esta semana por Maria Pereira, da Biblioteca Municipal Dr. António Cartaxo da Fonseca, em Tomar.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

A minha sugestão de leitura recai sobre o livro Madame Bovary de Gustave Flaubert, considerado um dos melhores romances da literatura e um dos melhores clássicos do mundo. Tendo em conta que foi um livro escrito no séc. XIX, época em que a mulher era totalmente submissa ao marido e ao lar, o livro originou muita controvérsia, sendo considerado imoral, devido à prática de adultério por Emma Bovary, a protagonista da história.

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Madame Bovary conta a história de Emma, uma menina criada no campo que tem grandes sonhos burgueses. Sempre esperando uma vida melhor e cheia de riquezas, Emma casa com Charles Bovary, um médico do interior. No entanto, passados uns tempos, Emma apercebe-se que a vida de casada não é o que ela sonhou, Emma leva uma vida frustrada, monótona e sente necessidade de se envolver em relações extraconjugais.

Mas Charles Bovary sente um amor tão grande pela mulher que encarna uma personagem ingénua e nunca questiona a fidelidade de Emma ao casamento.

A vida desta passa-se entre aventuras e desilusões amorosas, criando um grande desequilíbrio e instabilidade emocional e Emma acaba por ser conduzida ao abismo, suicidando-se mais tarde com arsénico.

Charles não suporta a ausência da esposa e acaba por morrer de ataque cardíaco.

Embora o romance tenha sido escrito no século XIX, continua atual. Histórias de amor e traição, ódio e suicídio são dominantes nos dias correntes. O desejo de Emma de ascender a uma vida burguesa e a sua adição ao consumismo desenfreado é, igualmente, prática comum no século XXI.

Um livro que apela à consciência humana e que nos alerta para as consequências trágicas que a vida nos pode proporcionar porque, muitas vezes, o seu rumo depende de nós!

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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