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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Passe pela Biblioteca | “Lúcia de Jesus – Memórias”, de Cristina Sobral

Convidámos os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço todas as segundas-feiras, de forma alternada. “Lúcia de Jesus – Memórias”, de Lúcia de Jesus, é a sugestão apresentada esta esta semana por Anabela Cardoso, da Biblioteca Municipal Alexandre O’Neill, em Constância.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

Lúcia de Jesus – Memórias é a sugestão de leitura da Biblioteca Municipal Alexandre O’Neill de Constância.

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Esta obra da autoria de Lúcia de Jesus, ou irmã Lúcia, é um documento fundamental para o estudo de Fátima e da sua mensagem. Os dois mais jovens videntes, Francisco e Jacinta, desapareceram muito cedo, ficando Lúcia como a única testemunha do que tinham vivenciado. O seu testemunho tornou-se fundamental, justificando a grande atenção que suscitaram no público, sobretudo as Memórias que se tornaram um dos mais eficazes instrumentos para a divulgação dos acontecimentos de Fátima.

Esta nova edição de Lúcia de Jesus – Memórias é uma edição crítica de Cristina Sobral, docente e investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e também a curadora da obra. Reúne os seis escritos deixados pela irmã Lúcia, optando a investigadora por seguir mais a estrutura dos manuscritos originais, corrigindo apenas os erros que considera lapsos de Lúcia e que ela teria corrigido, caso se tivesse apercebido deles.

Os primeiros quatro textos das Memórias foram escritos em Tuy entre 1935 e 1941 e foram publicados na íntegra pela primeira vez em 1973, mas parcialmente já tinham sido tornados públicos em 1938. As duas últimas Memórias são escritas entre 1989 e 1993 no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra.

Segundo a investigadora é evidente que ao longo do processo de escrita e de divulgação do conteúdo das quatro primeiras memórias, Lúcia viu a sua tarefa não como a de uma autora, mas sim como a de uma informante, testemunha privilegiada que estava em condições de contar o que mais ninguém podia contar e que entregava essas narrativas nas mãos de quem poderia encontrar a melhor maneira de divulga-las.

Cristina Sobral refere ainda que Lúcia escreve por obediência e caridade e não por gosto, além disso ela escreveu sem saber que destino iam ter os seus textos. Lúcia fez uma entrega total da sua obra, não guardou cópia para si.

Lúcia de Jesus tornou-se uma das mais importantes figuras do catolicismo ao escrever estes textos que viriam a conseguir obter uma dimensão tão importante na Igreja Católica.

Diretora da Biblioteca Municipal de Constância

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