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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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PASSE PELA BIBLIOTECA: “A Malta das Trincheiras – Migalhas da Grande Guerra”, de André Brun

Convidámos os diretores das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço, de forma alternada, todas as sextas-feiras. Esta semana, “A Malta das Trincheiras – Migalhas da Grande Guerra”, de André Brun, é o livro sugerido por Anabela Cardoso, diretora da Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, em Constância.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

A Biblioteca Municipal Alexandre O’Neill de Constância indica, como sugestão de leitura, a obra de André Brun A Malta das Trincheiras A malta das trincheiras - André Brun– Migalhas da Grande Guerra, com o objetivo de assinalar o centenário da entrada de Portugal na I Grande Guerra, relembrando o elevado número de soldados portugueses que lutaram pela pátria em terras da Flandres, os que por lá ficaram e os que regressaram feridos, mutilados e afetados psicologicamente, incapazes muitas vezes de arranjar o seu próprio sustento.

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Publicado pela primeira vez em 1918, por um militar recém-chegado da Flandres, teve como objetivo defender os soldados portugueses que lá ficaram, sem condições e sem o apoio e reconhecimento do governo português, através do relato fiel e verídico de histórias do quotidiano na frente de combate dos seus militares, que demonstraram a coragem, o medo, a dor e a esperança, mas onde sobressaíram momentos de alegria e bom humor, que André Brun tão bem soube caracterizar na sua escrita. E como ele mesmo refere, este livro... é apenas uma documentação pitoresca um relato do que eu vi com os que a terra há-de comer, olhos da minha cara e mortos da minha pátria.

André Brun, português de origem francesa, defensor da entrada de Portugal na guerra, reconhece a má preparação do Corpo Expedicionário Português, assim como a dos seus oficiais. Com a sua malta, Batalhão de Infantaria 23, viveu nas trincheiras e abrigos subterrâneos protegendo-se da artilharia inimigas, dos gazes mortíferos, aguardando pacientemente a altura certa para treparem a trincheira, atravessarem a terra de ninguém e chegarem à trincheira inimiga. Foi considerado um herói do Corpo Expedicionário Português de onde regressou com a patente de major e com a medalha da Cruz de Guerra.

É um livro dramático sobre a participação portuguesa na I Grande Guerra, com uma narrativa fiel dos episódios vividos na frente de batalha, onde carateriza o soldado português, através do José Maria Folgadinho, José de Oliveira, o José Maria Bêcho, o Serafim Abreu, o Mestre Carril, portugueses comuns, mas todos heróis porque como justifica Brun … o que há de principalmente heroico na trincha é viver nela. Assim o soldado português é bem-humorado, simpático, falador, corajoso, rápido a aprender línguas, especialmente o francês, pois como diz Brun o… Folgadinho aprendeu a falar francês em três horas.

A História da I Grande Guerra, em particular a da participação portuguesa, faz-se com estes contributos de homens e mulheres que presenciaram, participaram neste conflito, que passaram as suas memórias aos familiares, que as escreveram em diários ou até que as publicaram, como André Brun. As memórias de guerra dos 55 000 militares portugueses que partiram para a Flandres e aí combateram ao lado de outros soldados, de forma corajosa e heroica, não deverão nunca ser esquecidas, mas sim transmitidas às gerações mais jovens, pois a elas pertence-lhes esta herança cultural.

Diretora da Biblioteca Municipal de Constância

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