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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Passe pela Biblioteca | “A febre das almas sensíveis”, de Isabel Rio Novo

Convidámos os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço de forma alternada, às segundas-feiras. “A febre das almas sensíveis”, de Isabel Rio Novo, é a sugestão apresentada esta semana por Carmen Ferreira, da Biblioteca Municipal de Ourém.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

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Isabel Rio Novo nasceu no Porto em 1972. Doutorada em literatura comparada, é Docente no ensino superior de Escrita Criativa e outras disciplinas nas áreas da Literatura, Cinema e outras artes (sendo autora de diversas publicações académicas nessas áreas). Integrou os júris de vários prémios literários e de fotografia.

Os seus textos de ficção estão presentes em várias antologias, com destaque para a primeira coletânea de contos do Centro Mário Cláudio, O País escondido, publicado em 2016.

Em 2004, escreveu a narrativa fantástica O Diabo Tranquilo, a partir de poemas de Daniel Maia-Pinto Rodrigues. Em 2005, viu o romance A Caridade distinguido com o Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes. Em 2014, publicou o volume de contos Histórias com Santos. O romance Rio do Esquecimento foi finalista do Prémio LeYa, em 2015.

A febre das almas sensíveis, também finalista do Prémio LeYa, em 2017, é o seu mais recente romance e a nossa sugestão de leitura de hoje.

A ação do livro tem lugar em Portugal, na primeira metade do século XX, uma época marcada pela tuberculose (a febre das almas sensíveis do título) como uma das principais causas de morte.

Ainda sem meios farmacológicos para combater a doença, o tratamento para esta doença resumia-se a isolamento em sanatórios, bons ares, sol, comida e descanso, tratamento este que muitas vezes não evitava a morte.

O Sanatório do Caramulo foi o maior e o mais famoso do país e é o cenário usado por Isabel Rio Novo neste brilhante romance.

Entre o edifício do Grande Sanatório do passado (onde o drama do jovem Armando se cruza com o dos outros pacientes), do presente (visitado por uma rapariga que coleciona histórias de escritores tuberculosos) e as páginas escritas por “R. N.”, movem-se almas de todos os tempos: Eduardo, Natália, Carolina e Ernest, mas também Cesário Verde, Júlio Dinis, António Nobre e tantos outros atingidos por esta doença.

Sendo fiel ao registo histórico (sustentado em toda a intensa investigação realizada pela autora) este romance foge à rigidez e ao formalismo de que padecem alguns romances históricos.

Com um ambiente fantástico a que a autora já nos habituara (em O Diabo Tranquilo e no Rio do Esquecimento), o romance A febre das almas sensíveis apresenta Isabel Rio Novo não como uma promessa, mas sim como um caso muito sério na Literatura Portuguesa contemporânea.

Passe pela Biblioteca Municipal de Ourém e requisite A febre das almas sensíveis, de Isabel Rio Novo.

Bibliografia: RIO NOVO, Isabel, – A febre das almas sensíveis: romance. 1.ª edição. Alfragide: Dom Quixote, 2018. 197 páginas . ISBN 978-972-20-6437-8

Bibliotecária na Biblioteca Municipal de Ourém.
Natural de Ourém, nascida em 1974, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Ainda na FCSH concluiu em 1999 a Pós-graduação no Ramo de Formação Educacional e em 2002 a Pós-graduação em Cultura Portuguesa Contemporânea. É Mestre em Ciências Documentais, na variante de Bibliotecas e Centros de Documentação, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, com a Dissertação “Biblioterapia aplicada a idosos: um novo desafio para as bibliotecas públicas portuguesas” (2013).

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