Parques industriais do Interior do país vão ter energia mais regular e de maior qualidade

Parques industriais do Interior do país vão ter energia mais regular e de maior qualidade. Foto: DR

A ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, anunciou que o Governo vai promover a valorização dos parques industriais das regiões do interior do país com uma gestão mais regular do abastecimento da eletricidade e banda larga com mais velocidade na internet. O anúncio vem ao encontro das sugestões apresentadas pelo deputado do PSD, Duarte Marques, que defendeu a necessidade de trazer maior qualidade de energia para as empresas localizadas nas zonas industriais do interior.

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Em comunicado, o PSD refere que na audição de terça-feira da Ministra da Coesão, e “um mês após ter sido confrontada com o problema pela primeira vez”, Ana Abrunhosa anunciou que o Governo iria integrar no Plano de Recuperação a “valorização dos parques industriais, quer através de redes inteligentes (smart grids que permitem uma gestão  mais eficiente e regular do abastecimento da electricidade) mas também da banda larga mais velocidade na internet” algo que não pode ser apoiado pelos fundos comunitários habituais mas que se enquadra nas condições de utilização do Plano de Recuperação da Economia Europeia.

Ana Abrunhosa adiantou ainda que, consultado sobre o assunto, “o Primeiro Ministro vê com bons olhos esta iniciativa” que deverá agora ser incluída no plano que Portugal apresentará a Bruxelas.

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Nas audições anteriores, Duarte Marques havia afirmado “não fazer sentido que as empresas do interior paguem o mesmo valor pela eletricidade e tenham um serviço diferente, com mais falhas, que Porto ou Lisboa”, considerando ser este um dos principais entraves à competitividade das empresas no interior á a qualidade de energia fornecida às empresas”.

As falhas na rede de baixa qualidade “provocam enormes prejuízos às indústrias que têm mais automatismos, equipamentos eletrónicos ou robótica”, notou.

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Estas empresas “pagam o mesmo custo de energia, mas tem um serviço de pior qualidade porque a legislação atual de garantia de qualidade de energia exige nível A (praticamente sem falhas) apenas nas capitais de distrito e cidades com mais de 25 mil habitantes. Ora, isto é um entrave brutal à coesão e uma grande injustiça”, afirmou Duarte Marques.

Em nome do PSD, o deputado defendeu então que esta regra deveria ser alterada e exigido que, pelo menos, as “zonas industriais deveriam ter o nível A de qualidade energética” lembrando de seguida que se há matéria que é uma reforma estrutural, que permite aumentar a eficiência energética e a competitividade das empresas é uma mudança como esta”.

“Para tal, não faltam fundos europeus para apoiar este tipo de investimentos, e esta é a oportunidade para isso”, defendeu.

UE/Cimeira | Verbas de Bruxelas têm de ser bem aproveitadas e envolver as regiões – Ministra

A ministra da Coesão Territorial afirmou que os 45 mil milhões de euros que Portugal receberá de Bruxelas para a retoma da economia pós-crise covid-19 são uma oportunidade que tem de ser bem aproveitada, envolvendo as regiões.

Na Comissão de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local, Ana Abrunhosa salientou ver “com muito agrado este excelente acordo que foi atingido de 45 mil milhões de euros” para Portugal, saudando “a resiliência e o otimismo até à última hora” do primeiro-ministro, António Costa, “porque não é fácil”.

A ministra destacou que esta “é uma oportunidade” em que as verbas têm de ser bem utilizadas, envolvendo não apenas o Governo, mas também as comunidades e as regiões, “independentemente dos partidos”.

“Não só considero que o território tem de ser envolvido, que uma parte significativa das medidas, nomeadamente no interior, deve ser de baixo para cima, como também acho que deve haver e – vai haver certamente – um programa, em linha com o que já foi reivindicado pelo PSD e pelo PS, com um programa especial para as regiões, sobretudo para os territórios do interior”, afirmou.

“Temos de fazer escolhas que sejam exequíveis, que a população sinta que são úteis, porque, quando lançamos medidas que dizem algo à população, nós, imediatamente, sabemos que as medidas são boas. E, se não as envolvermos, elas nunca vão sentir as medidas como delas”, acrescentou.

O Conselho Europeu aprovou na terça-feira um acordo para retoma da economia comunitária pós-crise covid-19, num pacote total de 1,82 biliões de euros.

Numa cimeira histórica, a segunda mais longa da UE, foi aprovado um Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 de 1,074 biliões de euros e um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões, em que pouco mais de metade são subvenções.

Ao todo, Portugal vai arrecadar 45 mil milhões de euros em transferências nos próximos sete anos, montante no qual se incluem 15,3 mil milhões de euros em subvenções no âmbito do Fundo de Recuperação e 29,8 mil milhões de euros em subsídios do orçamento da UE a longo prazo 2021-2027.

c/LUSA

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