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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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“Parece que não houve fogos em Portugal nem em Julho nem Agosto”, por Duarte Marques

Umas das maiores injustiças para com o nosso território está a ser cometida pelo atual governo com a cumplicidade de vários partidos políticos que se têm silenciado. As tragédias dos incêndios dos últimos meses não ocorreram apenas em Pedrogão, em junho, nem no dia 15 de outubro, mas parece que só há apoios para os concelhos afetados nesse período.

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Concelhos como Mação, Abrantes, Vila de Rei, Sardoal, Oleiros, Fundão, Ferreira do Zêzere, Tomar, entre outros, que viram o seu território dizimado, que viram empresas arder, onde muitos pequenos proprietários perderam as suas propriedades, onde perderam o seu cultivo e vários dos seus meios de subsistência não têm qualquer apoio semelhante aos concelhos que arderam na tragédia de Pedrogão ou no fatídico 15 de outubro, tenham ou não sido afetados. Ou seja, nesses concelhos, mesmo as pessoas e empresas que nada perderam têm mais apoios e isenções do que os agricultores e empresários de concelhos que arderam em julho, agosto ou setembro, como Mação, Fundão, Oleiros, Vila de Rei…etc.

Parece que é preciso morrer gente para que existam apoios. Concelhos que arderam quase na sua totalidade não têm sequer 10% dos apoios que vão para outros sítios.

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Isto é pura discriminação e uma violação clara da nossa Constituição.

Mais injusto se torna quando já está provado e é do domínio público que, no caso de Mação, houve desvio de meios de combate por ordem direta da Autoridade Nacional de Proteção Civil, mas onde também se sabe que o planeamento da época foi feito de forma incompetente pelo governo e pela ANPC. No Sardoal, em Oleiros, no Fundão, em Ferreira do Zêzere, entre outros, o Estado falhou, as comunicações falharam, os meios não chegaram, etc. É responsabilidade do Governo corrigir a situação, repor o que foi destruído e apoiar as populações.

Escrevo este texto em jeito de alerta e apelo. Talvez não se apercebam, mas a ajuda que nos está a chegar é insuficiente e é muito menor do que a que chega a outras regiões. Pelo meu lado tenho feito o possível e o que está ao meu alcance, mas infelizmente o governo, que é quem decide, não parece querer corrigir esta injustiça.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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