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“Parceria para a Intervenção Integrada para a Proteção da Criança em Abrantes”

Mensalmente um grupo de profissionais de entidades públicas e privadas com intervenção em famílias com crianças e jovens em situação de risco reúne para discutir casos, identificar novas situações e procurar soluções adequadas a cada caso. Este grupo informal surgiu em 2013 e desde essa data tem procurado o caminho para uma intervenção mais integrada na área da proteção da criança e do jovem. Falo da Parceria para a Intervenção Integrada para a Proteção da Criança no Concelho de Abrantes – PIIPCCA.

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Por intervenção integrada entende-se, tal como o nome indica, uma intervenção que inclua uma articulação de todas as respostas necessárias à situação de uma família, respeitando o princípio da intervenção mínima (em que o menor numero possível de profissionais e entidades intervém junto de uma família e apenas aquelas [entidades] cuja ação seja indispensável à efetiva promoção dos direitos e à proteção da criança e do jovem). Como não é novidade, a falta de recursos nas várias entidades, obriga a que o trabalho em parceria, para além de adequado, seja também necessário. Por esse motivo, é fundamental juntar sinergias.

Costumo dizer sem qualquer modéstia, que sou uma privilegiada por trabalhar em Abrantes. Não só pela relação estabelecida com os colegas das diferentes entidades, mas por ser um concelho com muitas respostas sociais. O nosso concelho, tem praticamente resposta para tudo. Por vezes as respostas é que não chegam para os pedidos e, o que acontece também em muitos casos é que estas respostas não estão bem articuladas. Atualmente existe um novo modelo de trabalhar o social que vem de certa forma “organizar” a intervenção e promover uma rentabilização e articulação de recursos. Já falei das Redes Locais de Intervenção Social noutras crónicas.

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A área da proteção da criança não é diferente e por isso, este grupo de trabalho informal, decidiu agarrar nos recursos e nas dificuldades de cada parceiros, mapear as diferentes respostas sociais do concelho nesta matéria, e criar protocolos de atuação perante diferentes cenários. Está agora a ser colocado no papel o resultado da discussão e a definição das ações que cada entidade deve encetar perante casos de maus tratos (físicos, psíquicos ou sexuais), negligencia, absentismo/ abandono escolar, violência doméstica, consumos de drogas ou álcool, etc. a que crianças e jovens estejam sujeitos.

Abrantes não vai “descobrir” a lâmpada, mas vai tentar por a “máquina a funcionar”. A teoria existe, mas foi feita por quem muitas vezes não conhece as dificuldades do terreno. Nisso, nós temos vantagens. Sentámo-nos à mesma mesa, arregaçamos mangas e tentamos desenhar uma intervenção conjunta que nos faz sentido, que é respeitadora das famílias mas que acima de tudo, dê efetivamente resposta.

Vânia Grácio é Assistente Social e Mediadora Familiar e de Conflitos.
Licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior Bissaya Barreto e Mestre em Serviço Social pelo Instituto Superior Miguel Torga. Pós Graduada em Proteção de Menores pelo Centro de Direito da Família da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e em Gestão de Instituições de Ação Social pelo ISLA. Especializou-se na área da Mediação de Conflitos pelo Instituto Português de Mediação Familiar e de Conflitos.
Trabalha na área da Proteção dos Direitos da Criança e da Promoção da Parentalidade Positiva. Coloca um pouco de si em tudo o que faz e acredita que ainda é possível ver o mundo com “lentes cor-de-rosa”. Gosta de viajar e de partilhar momentos com a família e com os amigos (as). Escreve no mediotejo.net ao sábado.

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