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“Parabéns Tomar, 861 anos de história!”, por Hugo Costa

Foi num contexto de pandemia que Tomar assinalou na segunda-feira, 1 de março de 2021, os seus 861 anos de história. A data evoca o início da construção do castelo pelo mestre Gualdim Pais, no ano de 1160. Olhar para o passado é essencial para nos construirmos enquanto sociedade, para compreendermos o presente e projetarmos o futuro com esperança.

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Tomar, sede das Ordens do Templo e de Cristo, teve no Infante D. Henrique um dos responsáveis pelo seu crescimento, sendo um concelho rico na sua história e património, da sua Sinagoga, à Igreja Santa Maria dos Olivais, do Aqueduto dos Pegões à Igreja de São João Batista, sem esquecer o nosso ex-libris, o Convento de Cristo, Património Mundial pela UNESCO, uma joia ímpar na cultura do mundo ocidental.

Mesmo sujeito às restrições da pandemia, o Dia de Tomar não deixou de ser assinalado com o sempre simbólico momento que é a deposição das coroas de flores no monumento a D. Gualdim Pais, este ano sem a presença das forças vivas do concelho. Seguiu-se uma cerimónia online comemorativa do Dia de Tomar, com as intervenções do presidente da Assembleia Municipal, dos representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal e da presidente da Câmara Municipal, terminando com um conjunto de homenagens a tomarenses de relevo e aos funcionários do Município com 35 e 25 anos de casa.

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Recordo que na comemoração deste dia em 2020 já pairavam no ar notícias sobre o que aí viria embora todos estivéssemos longe de imaginar o que se iria seguir. No dia seguinte tivemos o primeiro caso positivo confirmado no nosso país, e em pouco tempo seriamos remetidos a uma experiência dolorosa enquanto sociedade que foi o grande confinamento. Tivemos que aprender a viver de novo, sob muitos aspetos e fomos chamados a mostrar a nossa resiliência.

Nesse sentido, quero dar uma palavra para todos os tomarenses que sofreram e sofrem com a pandemia. Às famílias enlutadas, o meu sincero luto e condolências. Aos que estão doentes, os votos de uma rápida recuperação, e a toda a sociedade tomarense um desejo de que mantenham a esperança em dias melhores porque eles vão chegar. Esperança é a palavra que agora temos de sublinhar porque sem esperança não se consegue vislumbrar o futuro.

Todos reconhecemos que o ano que passou foi de dificuldades económicas e sociais em todo o mundo e o nosso concelho não foi exceção. Queria por isso, saudar todos os empresários do concelho pela sua resiliência, mesmo sabendo que os apoios nunca chegam para todas as necessidades, mesmo sublinhando o papel ativo do município no apoio nomeadamente na atividade comercial.

Aos profissionais de saúde penso que merecem a nossa justa homenagem. Foi um ano em que o Serviço Nacional de Saúde mostrou que, mesmo com todas as suas fragilidades, é fonte de igualdade e um garante de respostas positivas. Uma palavra para as nossas IPSS, que tiveram de saber contornar as dificuldades. A exigência destes tempos assim o determinou e todos corresponderam.

Tomar é um concelho com todos os graus de ensino, o que faz de nós uma oportunidade para mostrar que ninguém fica excluído do ensino, independentemente das suas condições sociais e económicas. Alunos, pais e professores tiveram de encontrar uma nova escola cheia de desafios, e aqui temos de combater as desigualdades, e garantir que nenhum estudante é discriminado. O objetivo foi superado.

Este foi igualmente um ano muito difícil, para setores como a cultura e o desporto que cessaram por completo as suas atividades. As nossas associações, algumas delas centenárias, vivem dias difíceis e em suspenso, e cabe-nos a todos nós, mas aos poderes públicos em primeiro lugar de dotar esses apoios.

Tomar é um concelho de todos. Dos que cá nasceram, dos que escolheram este concelho para viver, daqueles que aqui trabalham e ajudam ao desenvolvimento local, mas também daqueles que nos visitam. Todos são bem-vindos em Tomar. Mas de pandemia, infelizmente, estamos todos fartos e outros temas estão no nosso presente e futuro.

A despoluição do Nabão, que tanta indignação tem causado porque nos toca umbilicalmente, é um assunto que deve unir todos os tomarenses e forças políticas. É um problema com demasiado tempo para não ser resolvido, obviamente transversal a outras situações no país e na região. Devemos unir-nos e trabalhar para a sua solução. Tomar é um concelho cheio de oportunidades e de futuro. Um concelho que nas suas 11 freguesias está cheio de oportunidades que devem ser agarradas.

Tomar é um concelho em mudança, como demonstram as obras em curso e quase na reta final, destacando a da Várzea Grande pela importância e impacto que tem no concelho e que nos mostra uma nova praça nabantina. Tomar tem uma capacidade para inovação que deve ser aproveitada e trilhada. Acredito que o período pós pandemia conduza ao desenvolvimento económico e social do concelho, com o turismo a voltar a crescer e o setor empresarial a se fixar.

Os tempos ainda vão ser difíceis até ao controlo da pandemia. Protejam-se e, mais uma vez, deixo a minha solidariedade a todos que sofrem por esta pandemia. Termino com a palavra que a todos nos deve mover: Esperança. Parabéns Tomar. São 861 anos de história que a todos nos enche de orgulho.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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