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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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“Para os jovens e…não só!”, por Massimo Esposito

Estamos a viver momentos complicados, as notícias ficam sempre mais aterradoras, a ânsia do que pode acontecer amanha é sempre mais forte. Eu não revejo os momentos de alegria e de “traquineria” que passei com os meus amigos quando era jovem nos momentos de solidão e vazio, que a maioria dos jovens hoje vivem diariamente. E é compreensível.

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Sei que o mundo está a “evoluir” e que as metodologias de aprendizagem mudam rapidamente, sei que os berlindes e as caricas já fazem parte do museu das lembranças, mas também sei que o jogo interativo, os grupos de amigos e as brincadeiras que nos fazíamos uns aos outros eram muito importantes. Porque? Porque estimulava a relação interpessoal, ajudava a ultrapassar momentos de competição, fortificava as amizades e preparava-nos para enfrentar o mundo lá fora.

Não! Não sou psicólogo ou sociólogo, sou só um mero artista que vive e vê. Outro dia fui a um liceu aqui muito perto, e estive lá na hora da saída e… que diferença! 1ª: O numero descomunal de carros dos pais a buscar os filhos (na minha altura íamos e regressávamos sozinhos) mas o mais gritante das diferenças foi …o silencio. Cada jovem com a cabeça enfiada no seu telemóvel, cada um pelo próprio caminho, caras serias e fechadas (antigamente a saída duma escola era uma explosão de alegria, de gritos de miúdos a brincar entre eles, se marcava um jogo de bola ou uma pescaria no rio, se olhavas pelas miúdas..e elas para nós, saltava-se e assobiava-se, e….)

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Mas agora não..tudo muito serio, silencioso e através do meu trabalho entendo a situação e vejo que haveria uma possibilidade de melhorar as coisas. Dar aos jovens a possibilidade de exprimir-se segundo os próprios interesses, as próprias tendências. Nós como “instrutores” deveríamos dar a eles as técnicas, as ferramentas para poder atingir os próprios alvos e sobretudo mostrar confiança de que eles podem conseguir. Tenho imensas experiencias de miúdos que quando se inscreveram  no meu atelier eram fechados e sobretudo não tinham fidúcia neles próprios, mas depois de ser incentivados, ajudados e ter confiado neles e nas suas propostas, tive grandes satisfações e ainda hoje tenho relatos positivos de ex-alunos, já adultos e com responsabilidades, que se lembram dos conselhos que dei, mas sobretudo da confiança que tive neles.

A Arte, de qualquer género, mas também profissões artesanais podem ser um ótimo incentivo para fazer progredir “esta malta” e isto o deveriam entender sobretudo quem detém o poder de ajudar e incentivar. Não vale a pena criar aqueles projetos faraónicos, aquela “incubadoras” criadas para atingir o “poço dos subsídios”, aqueles programas uniformizados, sem alma, que se propõem aos jovens para “vingar na vida”.

Qualquer proposta viável deve vir de baixo para cima, deve nascer da vontade dos jovens e coordenada pelas instituições, não ao contrário! Os miúdos tem algo de “bellissimo” a desenvolver, a própria criatividade e os próprios desejos. Os professores, autarcas, responsáveis institucionais e legisladores devem ouvir os que eles querem e dar-lhe as possibilidades de ..VOAR com as próprias asas!

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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