“Para cortar o caminho ao vírus, cada um e uma deve fazer a sua parte”, por Helena Pinto

Foto: DR

Continuamos a viver tempos desconhecidos. A incerteza é nossa companheira e desperta a nossa angústia. Ligamos a televisão e vamos encolhendo no sofá. As notícias não são animadoras e vêm dos quatro cantos do Mundo.

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Como resistir? Como aguentar todo o tempo que ainda temos pela frente de isolamento social?

Para mim, o nosso foco deve ser a plena consciência de três questões:

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– se cada um e cada uma fizer a sua parte estaremos muito melhor preparados para enfrentar esta situação.

– o princípio da precaução não tem discussão, é para aplicar mesmo em excesso.

– temos que nos proteger uns aos outros, em todas as situações, ser solidários/as, a palavra de ordem é “ninguém fica para trás”.

Bem sabemos que o país não pode parar e melhor ainda sabemos que há profissões e sectores que são essenciais para garantir as nossas condições de vida. Já aqui falei dos profissionais de saúde e do Serviço Nacional de Saúde e nunca é demais referir a sua abnegação para salvar vidas, pondo inclusive a sua vida em risco.

Mas há outros e outras que todos os dias dão o seu melhor: os estivadores nos portos que descarregam as mercadorias, motoristas que as transportam, padeiros que fazem o pão, quem trabalha nas indústrias alimentares, quem trabalha a terra e produz alimentos, quem tem a mercearia aberta, as e os trabalhadores dos supermercados, as trabalhadoras dos lares e de outras instituições de apoio às crianças e a pessoas com deficiência, quem garante o apoio domiciliário que não deixa ninguém sem a refeição, quem está nas farmácias, quem garante as telecomunicações, a electricidade, o abastecimento de água, a recolha dos resíduos, as forças de segurança, os voluntários/as, os jornalistas, os bombeiros, ….

Provavelmente não consegui citar todos os sectores imprescindíveis. Todos e todas que garantem que tudo funcione para que POSSAMOS FICAR EM CASA.

É essa a nossa tarefa, FICAR EM CASA. Quando tudo isto acabar, porque vai acabar, sairemos à rua em alegria e em comunhão, como este povo sabe fazer, pegaremos em cravos, vestiremos cores garridas, daremos abraços sem conta e agradeceremos a todas e a todos que ficaram em casa e travaram a epidemia!

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