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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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“Outra vez Natal”, por Vasco Damas

Quase sem darmos por isso, outro ano passou e é de novo Natal.

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É mais um Natal, igual a tantos outros mas diferente de todos os outros, exatamente como todos os Natais antes deste, semelhante no conteúdo mas diferente no “embrulho”!

Confesso que também eu me deixo contagiar pelo espírito do Natal e, por estes dias, a minha sensibilidade deixa-se levar em ondas de emoção.

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Emoção que nada tem a ver com o brilho fingido ou com o calor artificial da época. É um sentimento genuíno que se reinventa, ano após ano… e este ano com novos motivos de felicidade.

Mas porque não me quero associar aos valores desta época de forma hipócrita, não posso camuflar ou ignorar uma realidade que vai ganhando dimensão, cada vez mais perto de nós.

Há quem passe este Natal sozinho em casa por opção, mas também há quem o passe, infelizmente, por falta de opção.

Há quem passe este Natal desconfortavelmente sozinho no conforto aquecido do seu lar, mas também há quem o passe acompanhado pelo desconforto gelado que se encerra na incerteza do amanhã.

E também há, hoje mais que ontem, quem tenha esquecido, por falta de uso, o que é um lar, um aquecimento ou um conforto.

Sim, eu sei que é Natal e que o espírito da época nos transporta para cenários de paz, família, alegria e harmonia, mas não podemos, ou não devemos, ser hipócritas e esquecer quem nesta época, precisamente devido aos valores associados a ela, se sente ainda mais sozinho e olha para o amanhã com mais tristeza e mais incerteza.

Treta utópica, eu sei, porque os valores associados ao egoísmo e à importância do capital como motor de desenvolvimento do nosso mundo, desvirtuou o que éramos socialmente e hoje o objetivo individual é muito mais importante que o bem estar coletivo. Mesmo no seio de grande parte das famílias. Haverá exceções, é certo, mas essas, limitam-se a confirmar a regra.

Mas afinal de contas quem sou eu para nos incomodar com este tipo de assuntos?

Vivamos. Limitemo-nos a viver. Preocupemo-nos connosco e cada um que se preocupe consigo. Se é assim no resto do ano, não faz sentido que seja diferente agora apenas porque a tradição da época, hipocritamente, assim o obriga.

Faria sentido, se nos deixássemos contagiar para o resto do ano… mas a história mostra-nos que ela é apenas uma forma de caridade estéril e fútil que roça a agressão social do género de quem rouba milhões para distribuir tostões.

Bem sei que estes tons não se enquadram no brilho da época, mas às vezes temos que usar uma espécie de terrorismo verbal para abrirmos os olhos e vermos a realidade!

Apesar de tudo e de todas as perdas, este ano o meu Natal será mais “rico” e mais feliz.
Faço votos genuínos que este seja também, um Feliz Natal para todos vós.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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