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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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Ourém/Fátima | 250 alunos tiveram que procurar escola em Leiria, Batalha, Marinha Grande e Ourém

O corte de seis turmas da totalidade da oferta do 7º ano nos colégios de Fátima e quatro do 10º ano previsto no final do ano letivo efetivou-se. Cerca de 250 alunos que frequentavam o Colégio do Sagrado Coração de Maria (5º ao 9º ano), Colégio de São Miguel (5º ao 12º ano) e Centro de Estudos de Fátima – CEF (1º ao 12º ano) tiveram que procurar nova escola, tendo-se deparado com a falta de vagas nas escolas de Leiria. Segundo o diretor do CEF, Manuel Bento, e tradicional porta-voz dos colégios de Fátima, há jovens que por altura da matrícula ainda não tinham lugar na escola pretendida.

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A notícia foi recebida com surpresa no final de junho: cerca de metade da oferta do 7º e 10º ano dos colégios com contrato de associação de Fátima não teria financiamento do Estado. A situação colocava em causa o destino de cerca de 170 crianças que transitavam para o 7º ano e 70 para o 10º ano, algumas residentes nas proximidades de Fátima mas já no concelho e distrito de Leiria (a própria cidade de Fátima situa-se no limite geográfico).

Tanto a Câmara Municipal de Ourém como a junta de freguesia de Fátima apelaram durante o verão ao Governo para que revisse a situação, dadas as características da localidade que não tem oferta pública. No final de julho havia a informação que alguns alunos que vivem próximo à cidade não tinham conseguido vaga em Leiria, tendo sido encaminhados para a Marinha Grande, a 35 quilómetros de distância.

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O caso foi alvo de uma reportagem da SIC, com os encarregados de educação a manifestarem a sua preocupação, tendo alguns os filhos em escolas em concelhos diferentes.

Chegados às vésperas do inicio do ano letivo 2017/2018, Manuel Bento informou o mediotejo.net que não houve qualquer alteração ao número de turmas inicialmente atribuído pelo Ministério da Educação. Ou seja, as três escolas passam a ter duas turmas de 7º ano e as com ensino secundário três de 10º ano.

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“Este número de turmas revelou-se manifestamente insuficiente para responder às necessidades dos alunos que moram na freguesia e para aqueles que os Encarregados de Educação (EE)/pais trabalham em Fátima. Aliás neste momento, nos anos de inicio de ciclo, nem é possível a existência de turmas reduzidas (com 20 alunos) caso existam alunos com necessidades educativas especiais que impliquem a redução de turma pelos motivos apontados anteriormente”, adiantou o responsável.

São cerca de 250 os jovens em transição de ciclo que tiveram que procurar outra escola. “Estes alunos tiveram que ser encaminhados para outras escolas e tanto quanto sabemos na altura da matricula muitos não tinham lugar na escola pretendida. Por outro lado existem alunos que moram muito perto de Fátima (por ex. S. Mamede, Loureira, Bairro) mas que não puderam frequentar as escolas em Fátima tendo que deslocar-se para a Batalha, Leiria, etc., que distam muito mais quilómetros do local de residência”. Outros casos há, afirma, que mesmo residindo em Fátima ou cujo pais trabalham na cidade, os jovens terão que ir para Ourém, neste caso onde existe escola pública.

A situação foi um golpe no funcionamento dos colégios, mas Manuel Bento refere que “não estão previstas ações mediáticas”. “Iremos tentar sensibilizar as entidades responsáveis por este setor, Presidente da república e sociedade civil para o grave problema que se vive em Fátima, demonstrando que o número de turmas autorizadas são insuficientes para as necessidades reais”, referiu.

Para quem quer estudar nos colégios de Fátima há ainda a hipótese de pagar uma mensalidade. Numa consulta por todas as escolas, o preço situa-se em média entre os 200 e os 300 euros. Uma mudança significativa na vida da população, que se habituou a usufruir gratuitamente destas instituições escolares, as quais desempenham um papel ativo na comunidade de Fátima.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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