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Ourém | Turismo de Fátima depende a 71% de grupos estrangeiros e 2021 ainda é uma incógnita (c/áudio)

Os empresários do setor turístico de Fátima aguardam com expectativa o plano de desconfinamento que se prevê seja anunciado dia 11 de março. Na cidade turística que mais sofreu a nível nacional com a pandemia, com uma queda de 78% nas dormidas em 2020, não se sabe como vai ser o ano a partir de maio (época alta), uma vez que a indefinição tem dificultado as reservas.

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Segundo a presidente da ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima, Purificação Reis, a cidade depende a 71% dos grupos organizados de turistas estrangeiros e a falta de medidas de apoio aos empresários coloca em risco de falência cerca de metade da estrutura económica montada.

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A ACISO teve recentemente uma reunião com a Secretária de Estado do Turismo, já depois de terem saído os números do Instituto Nacional da Estatística (INE), onde foram transmitidas, mais uma vez, as preocupações do setor do turismo religioso fatimense. Os números, constatou Purificação Reis ao mediotejo.net, vieram “comprovar” as reivindicações dos empresários, que alegavam um prejuízo maior que o do Algarve. O concelho de Ourém/Fátima “não é um dos piores concelhos, foi o concelho do país que mais teve queda em termos de dormidas”, frisou a responsável.

“Este concelho precisa de uma atenção especial” do Governo, salientou Purificação Reis, “ou pelo menos de um acompanhamento”, visto que há o “risco de parte da estrutura da oferta” não aguentar o tempo necessário até haver retoma, que se prevê “mais tardia” que no restante país. Tal deve-se ao facto de Fátima depende a 71% das chamadas “tour operação e destinos internacionais”, ou seja, grupos organizados internacionais. “O mercado nacional é insuficiente para contribuir para uma retoma significativa”, constatou.

Da parte da Secretária de Estado do Turismo ficou a garantia de que se tentaria dar respostas às necessidades sentidas pela cidade religiosa. “Para nós é importante que ela continue a acompanhar”, admitiu a responsável.

Quanto ao grande pacote de medidas de apoio aos empresários anunciado pelo município de Ourém, a ACISO considera uma boa notícia, mas lamenta não ter sido ouvida na elaboração do projeto. “não sabemos em pormenor como se vão operacionalizar algumas delas. “Só lamentamos que não conheçamos a forma de operacionalização e não tenhamos sido ouvidos”, referiu Purificação Reis.

Quanto ao próximo 13 de maio, início da época alta em Fátima, a responsável comentou que “há uma indefinição muito grande e as pessoas estão a aguardar pelo desenrolar” dos acontecimentos. Não se fazem reservas, explicou, se existirem condições para a deslocação. “Mesmo quem se desloca em trabalho tem imensa dificuldade, porque não tem sitio para almoçar, para ir à casa de banho”, referiu.

No geral, afirmou, as pessoas estão à espera do plano de desconfinamento, previsto para meados de março, para planear o futuro.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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