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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Ourém | Trabalho está a mudar e formação não está a conseguir acompanhar

A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém promoveu na quinta-feira, 22 de novembro, uma sessão sobre a Economia Circular e Indústria 4.0 em Ourém, explicando as mudanças que se encontram a decorrer nos setores industriais e dos serviços e as linhas de financiamento existentes para as empresas se modernizarem. Um dos intervenientes foi o ex-presidente o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Jorge Gaspar, que constatou as mudanças que estão a decorrer ao nível do trabalho, com os jovens a saírem das suas formações já desfasados das necessidades da indústria.

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Jorge Gaspar interveio depois de uma exposição sobre os recentes princípios da economia circular, que se traduz no aproveitamento do desperdício, e das mudanças que estão a ser potenciadas pela indústria 4.0, ou seja, o impacto da automação e da inteligência artificial. Como referiria no final, “um dos pressupostos da indústria 4.0 é a economia circular”. Neste sentido, o responsável fez uma apresentação do dados recolhidos por um estudo levado a cabo na subregião da Lezíria do Tejo e das várias fragilidades que se identificam.

Temas como a economia circular e a indústria 4.0, constatou, não são novidade, mas encontram-se numa fase de massificação que vai acontecer de forma muito rápida. “O conceito de matéria prima está a modificar-se”, explicou, tratando-se hoje sobretudo de dados, geridos cada vez de forma mais automática. Neste cenário, nem sempre as empresas estão preparadas quando chegam as mudanças.

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Atualmente, informou, já existe um “desfasamento temporal” entre a formação profissional e a entrada no mercado de trabalho. Ou seja, as competências adquiridas na formação já não se adequam à realidade e às necessidades das empresas quando os jovens entram no mundo do emprego. Neste sentido, defendeu, tem que haver um esforço das empresas em adaptar os perfis dos funcionários. O trabalho do comercial, deu o exemplo, já não será o de fazer o perfil do eventual cliente, mas trabalhar de forma criativa com os dados que a máquina irá produzir em poucos segundos.

São “as competências sociais que vão diferenciar-nos das máquinas”, afirmou. “Não vale a pena lutar com a máquina”, mas tentar trabalhar com o seu potencial e usando as competências que diferenciam o ser humano, que é a capacidade de relação interpessoal.

Os próximos anos serão assim mercados pela destruição de vários empregos e o surgimento de novas profissões, num ciclo a dois movimentos: grandes níveis de desemprego em algumas áreas e poucos profissionais especializados em áreas necessárias. Neste cenário, tornou a frisar, será a “criatividade”, a capacidade de trabalhar com dados que vai fazer a diferença.

Uma das formas de combater o desemprego estrutural, ou seja, aquele que se torna permanente e que inclusive cresceu nos últimos anos, será as empresas procurarem capacitar os seus funcionários com outras valências, comentou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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