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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Ourém, Tomar, Barquinha e sul de Abrantes vão integrar “Transporte a Pedido”

O “Transporte a Pedido” pelos utentes, que já se realiza em Mação, Abrantes e Sardoal, chega a 1 de Março a Ourém. Um projeto da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) que o município agora abraça e que visa garantir “oferta de transporte, nas zonas de baixa densidade onde o transporte coletivo regular, com horários e rotas fixas, é economicamente pouco viável e pouco atrativo”, refere um pedido de esclarecimento realizado pelo mediotejo.net ao município. Em estudo para integrar o serviço estão também Tomar, Vila Nova da Barquinha e sul de Abrantes.

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“Uma rede de transportes somente para os momentos em que ele é necessário e não existe”, salientou o autarca de Ourém, Paulo Fonseca, dando de seguida exemplos: “Por exemplo no dia de mercado é necessário transporte que não é necessário noutros dias (…) Por exemplo, se as consultas de pessoas de uma freguesia forem marcadas para o mesmo dia, no mesmo período, as pessoas podem vir juntas no mesmo transporte que não será necessário nos restantes dias; Por exemplo, se chegam comboios a Caxarias ao sábado e domingo, entre as 10h30 e as 11h, justifica-se que haja transporte às 11h15 desses dois dias, para Ourém e Fátima… mas não se justifica nos restantes dias e horas.”

Os circuitos foram estudados em conjunto pela Rodoviária, táxis, Centro de Saúde, Centros Escolares e Associação Empresarial Ourém – Fátima, além das forças de segurança e juntas de freguesia. “Pretende-se oferecer um sistema flexível, com vista à sua melhor adaptação à procura existente, limitando a um valor razoável os custos de exploração e ainda assim otimizando as condições de serviço”, refere o esclarecimento do município.

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Segundo a mesma fonte, “o transporte a pedido tem circuitos, paragens e horários definidos, aliás à semelhança do transporte coletivo regular”. Quem quiser usufruir deste serviço pode inscrever-se até à véspera da data de transporte, com referência ao horário que se pretende. “A central de reservas anota as reservas e organiza a oferta de transporte em função das requisições de serviço efetuadas”.

No concelho de Ourém vão existir três áreas de transporte: 12 circuitos para as extensões de saúde, circuitos de acesso a mercados, de Ourém e de Freixianda, e ainda para a praia fluvial do Agroal, na extinta freguesia de Formigais.

“Será ainda avaliada a possibilidade de realização de um circuito específico que integrará a oferta de comboios provenientes das principais cidades do país, ao sábado e domingo, de modo a que os passageiros que optem por este meio tenham uma ligação facilitada ao principal ponto turístico do concelho, Fátima”, adianta o esclarecimento. “Com a implementação do Transporte a Pedido em Ourém consideramos que os constrangimentos associados às deslocações da população venham a ser minimizados, sobretudo na zona norte do concelho, aos serviços de saúde, serviços públicos e mercados”.

Transporte a Pedido em todo o Médio Tejo

O mediotejo.net questionou o CIMT sobre o ponto de situação da implementação do projeto “Transporte a Pedido”. A instituição fez saber que “encontram-se atualmente em operação 13 circuitos do serviços de transporte a pedido nos concelhos de Abrantes (zona norte), Mação e Sardoal”. Ourém, Tomar, Vila Nova da Barquinha e zona sul do concelho de Abrantes estão a concluir “os estudos técnicos com vista ao alargamento do serviço”.

“Estão, ainda, em fase inicial de elaboração os estudos técnicos com vista ao desenho de soluções de transporte a pedido para os restantes concelhos do Médio Tejo (com exceção do Entroncamento, dado o seu carácter eminentemente urbano)”, termina o CIMT.

A página eletrónica do CIMT fornece algumas informações mais específicas sobre este projeto. As reservas dos transportes podem ser feitas através do número 800 209 226, de forma gratuita. Sãos os serviços do CIMT que asseguram o registo do transporte, discriminando as paragens a servir e os passageiros a recolher em cada paragem.

“Os serviços de Transporte a Pedido são, atualmente, realizados por táxis (de 8 ou de 4 lugares). No entanto, os veículos apresentarão um dístico que permitirá a sua fácil identificação e associação ao projeto. De forma a otimizar a utilização dos veículos, os horários indicados poderão sofrer um atraso, que não ultrapassará os 10 minutos”.

O bilhete é pago no local ao motorista, que passa o comprovativo. “Foram definidas quatro tarifas em função da distância: 1,60€; 2,80€; 4,00€ e 5,10€. Estes preços são mais elevados do que os preços cobrados nas carreiras interurbanas, mas inferiores aos praticados pelos táxis. Os preços foram definidos para garantir o equilíbrio possível entre as despesas e as receitas de modo a evitar graves prejuízos, podendo virem a ser alterados em função dos resultados desta experiência piloto nomeadamente do número de passageiros que aderirem a este projeto”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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