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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Ourém | Tertúlia debateu tradições do “Ó Tia, dá bolinho?”

“Pão, por Deus?”, “Dia dos Bolinhos”, “Dia do Bolinho”. Sabia que a tradição do Bolinho remonta a 1756, quando a população de Lisboa, aproveitando as seculares celebrações religiosas do Dia de Todos os Santos, se uniu em peso num peditório a favor das milhares de famílias vitimadas pelo terramoto que devastara a região no ano anterior?

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O Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador não deixou passar a data em claro, promovendo uma animada tertúlia à volta do tema, precisamente na véspera do “Dia do Bolinho”. Das raízes desta tradição à sua implantação no concelho, “Ó Tia, dá Bolinho?”, contou com a ilustração de Maria Isabel Felicidade e de Maria Delfina Oliveira, duas oureenses de Alburitel, especializadas na produção dos bolinhos propriamente ditos.

Isabel Costa, vereadora da Câmara Municipal de Ourém, tomou lugar neste encontro, partilhando a sua experiência sobre o tema com os demais presentes. De Espite ao Caneiro, do Sobral a Alburitel, de Atouguia a Urqueira, não esquecendo a própria cidade de Ourém, ficou bem patente que a mesma tradição tem diferentes maneiras de ser celebrada.

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Afinal, “esta massa tem muita história”, não fosse o dito bolinho ser da mesma família do igualmente histórico Bolo do Arco, do Bolo da Noiva e outros de semelhante fornada.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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