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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Ourém | Terreno de antigo projeto de campo de golfe vai receber painéis fotovoltaicos

Parte de um terreno municipal, que há cerca de uma década integrava um projeto para a construção de um campo de golfe, vai a hasta pública para receber um novo investimento, desta vez ligado à instalação de painéis fotovoltaicos para produção e venda de energia.

A hasta pública para arrendamento por 30 anos foi aprovada na reunião camarária de segunda-feira, 10 de dezembro, depois do município ter sido abordado por uma empresa que quer investir 15 milhões em 32 hectares deste terreno, localizado em Chã, Caxarias. O lucro previsto para a Câmara é de 1,6 milhões.

O tópico da hasta pública integrou a Ordem de Trabalhos de uma reunião extraordinária pública, agendada devido à aproximação da assembleia municipal, prevista atualmente para o dia 20 de dezembro. O vereador José Reis (PS) solicitou alguns esclarecimentos em torno dos procedimentos da hasta pública, uma vez que esta se irá concretizar num arrendamento por 30 anos, mediante o pagamento 50 mil euros ano. Há um conjunto de cláusulas de salvaguarda do município, nomeadamente devido às exigências do Plano Diretor Municipal (PDM), que foram discutidas na sessão.

reunião de câmara de Ourém de 10 de dezembro de 2018 Foto: mediotejo.net

À comunicação social, o presidente da Câmara, Luís Albuquerque, explicou em mais detalhe os contornos deste projeto. O terreno em causa tem 78 hectares, é do município e localiza-se em Chã, Caxariais, tendo há cerca de um década integrado um projeto para um campo de golfe, que nunca chegou a ser concretizado.

A Câmara Municipal de Ourém foi contactada recentemente por uma empresa, cujo nome não chegou a divulgar, para instalar em 32 hectares desse terreno um investimento de 15 milhões de euros em painéis fotovoltaicos. Segundo Luís Albuquerque, o objetivo da empresa será a produção e venda de energia.

“Não podemos adjudicar diretamente a ninguém”, explicou o autarca, pelo que o município decidiu avançar para uma hasta pública, à qual a dita empresa, e outras que se mostrem interessadas, poderão concorrer. A hasta pública implica o arrendamento, por 30 anos, destes 32 hectares, mediante o pagamento anual de 50 mil euros e uma primeira renda de 150 mil euros.

O município ficará a ganhar com este negócio 1,6 milhões de euros.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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