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Segunda-feira, Junho 14, 2021

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Ourém | Teatro Municipal acolhe concertos de Pedro Abrunhosa, The Gift e Pedro Tochas

Durante este mês de junho, marcando o aniversário da cidade de Ourém, Pedro Abrunhosa & Comité Kaviar (com lotação esgotada), The Gift e Pedro Tochas sobem ao renovado palco do cine-teatro de Ourém nos dias 17, 18 e 19, respetivamente. O equipamento conta agora com uma programação cultural contínua e tem direção artística de João Aidos. 

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O Teatro Municipal de Ourém reabriu no dia 2 de junho requalificado e modernizado graças a uma intervenção de 2,7 milhões de euros apoiada por fundos europeus. O músico António Zambujo estreou o renovado equipamento cultural, num espetáculo com a Ourearte.

Uma das grandes obras de requalificação urbanística dos últimos anos em Ourém foi inaugurada no início deste mês, querendo iniciar-se também no concelho um novo período de dinâmica cultural. Esta foi pelo menos a promessa deixada na sessão de apresentação da programação cultural do Teatro Municipal de Ourém, assim como do seu diretor artístico, João Aidos.

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Aidos tem um currículo profissional de excelência, tendo sido Diretor-geral das Artes e diretor artístico do Teatro Virgínia, em Torres Novas, durante vários anos. Atualmente lidera também o projeto Santarém Cultura. 

Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, afirmou que a reabertura do Teatro Municipal de Ourém (TMO) “constituirá um marco na cidade, com repercussões na região e no país”.

“Trata-se de uma estrutura para as pessoas, de forma a fomentar a identidade da região, como ponto unificador e agregador na área cultural, por via da sua programação, integração em redes e coproduções; por via de projetos de envolvência comunitária e capacitação de públicos e agentes culturais, e económica, por via do turismo de religioso, patrimonial e de natureza”, afirmou.

Para o presidente, “o TMO, não só será uma grande oportunidade para a consolidação de conteúdos relativos a elementos identitários como também de um novo projeto artístico, da criação de novos referenciais comunicacionais que promovam a imagem de uma cidade moderna, atrativa e dinâmica”. 

Sala principal tem 441 lugares e uma das melhores acústicas da região Foto: CMOurém

Neste sentido, Ourém passa a disponibilizar de todo um “plano de atividades pensado, refletido, adequado ao público local de onde os projetos estão implementados – desde ateliers, conversas, formações, performances, conferências, concertos, teatros, espetáculos de dança e teatro, que muitas das vezes se vai moldando no tempo à medida que se ouvem e envolvem as instituições, as pessoas”.

Envolver a comunidade na atividade cultural é o objetivo desta nova estratégia, que quer ainda promover a criação de artistas locais.

“Uma cidade com oferta cultural/artística diversificada e de qualidade é sinal de
progresso, qualidade de vida, sinal de crescer com referências, com educação artística,
sinal de sensibilidade apurada, sinal de novas oportunidades e fixação de públicos,
devendo-se também prolongar às freguesias e zonas rurais”, concluiu.

Seguiu-se a apresentação do programa cultural, organizado por João Aidos e que se pretende regular, com várias informações sobre a nova sala de espetáculos. Com 441 lugares e um novo palco, assim como novos equipamentos tecnológicos, a sala “vai ser uma das melhores salas de acústica” da região. O teatro passa a contar também com dois andares de camarins e uma sala de estúdio, permitindo assim trazer espetáculos a Ourém que antes estavam impossibilitados por falta de condições.

A grande abertura decorreu no dia 2, com a presença da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, para o primeiro de dois espetáculos de António Zambujo com a Ourearte. Neste primeiro dia a entrada foi por convite, repetindo-se o espetáculo no dia 3, com entrada gratuita mediante reserva (lugares limitados devido à crise sanitária). 

Na sexta-feira, dia 4, a sala estúdio recebeu uma conferência, dirigida por Leonor Barata, a partir da obra “Amor de Perdição”, destinada a alunos do Secundário. No mesmo dia houve lugar a um concerto de Noiserv. No fim de semana, dias 5 e 6, o TMO esteve aberto para visitas guiadas e gratuitas ao novo espaço. 

O programa continua até finais de julho. Dia 12 de junho tem lugar o espetáculo “Sr. Ibraim (e as flores do corão), do Teatro Meridional. Na ausência de Feirourém devido à Covid-19, dia 17 sobe a palco Pedro Abrunhosa e dia 18 a banda The Gift. Dia 19 tem lugar o espetáculo de Pedro Tochas, “Descobrimentos”. 

O teatro de marionetas “ONIROtóptero”, da Trupe Fandanga, vai estar na praça exterior do TMO dias 19 e 20. No centro da cidade de Ourém decorre de 19 de junho a 31 de julho a exposição de fotografia “Da Minha Terra”, de Augusto Brázio.

“Bate Fado”, de Jonas&Lander, um espetáculo de dança contemporânea, sobe a palco no dia 24 de junho. 

De 28 de junho a 25 de julho, dentro da programação do TMO, o Castelo de Ourém recebe uma instalação artística de música, designada “Gamelão de Porcelana e Cristal”, da Companhia de Música Teatral.

Teatro passa a contar com uma sala de estúdio, que pode receber outro tipo de espetáculos Foto: CMOurém

A 2 de julho atua na Praça a artista Lika e dia 4 o músico Benjamim. De 4 a 6 de julho tem lugar no TMO o espetáculo de teatro “A Caminhada dos Elefantes”, de Miguel Fragata e Inês Barahona.

De volta ao Castelo, há “Baile dos Candeeiros” a 6 de julho, com a Companhia Radar 360º. Hélder Sucena vai também animar a envolvente da vila medieval a 6 de julho, com os “Jogos do Helder”. 

O auditório do Castelo recebe dia 9 de julho a música de Jéssica Pina. De 8 a 17 de julho decorre também no Castelo um espetáculo de artes visuais, designado “Friction”. A 10 de julho, ainda no Castelo, atua Angélica V.Salvi e, dia 11, Rui Souza e Beatbombers. 

A 17 de julho, no TMO, decorre um espetáculo da artista Maria João com os Budda Power Blues e a Sociedade Filarmónica Ouriense. A dia 23 há espetáculo da Academia de Música Banda de Ourém. De 24 a 26 de julho sobe a palco “Taleguinho”, o teatro de Catarina Moura e Luís Pedro Madeira. 

Por fim, a encerrar a temporada de programação do TMO, a praça recebe um espetáculo de dança contemporânea, “O Baile”, de Aldara Bizarro. 

João Aidos adiantou que a programação de setembro abre com Salvador Sobral, estando ainda prevista a atuação da Companhia Nacional de Bailado em outubro. “A programação está ao nível do desafio”, concluiu o diretor artístico, que tem contrato com o município para um ano. O Teatro vai ainda receber espetáculos de Natal, adiantou o presidente. 

Para além dos 2,7 milhões de euros, 85% dos quais financiados pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, a obra do Teatro precisou de mais 340 mil euros extra para obras inicialmente não equacionadas. O município investiu assim em arranjos exteriores e uma cafetaria, que estará aberta em contínuo.

“A ideia é que o Teatro tenha vida de acordo com a dimensão da requalificação que foi feita”, sublinhou Luís Albuquerque. 

O município de Ourém tem intenção de poder vir a aderir a uma rede nacional de teatros e cine-teatros que está a ser criada e que poderá dar acesso a programas de financiamento cultural. 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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