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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Ourém | Teatro Municipal acolhe concertos de Pedro Abrunhosa, The Gift e Pedro Tochas

Ourém retoma progressivamente a agenda cultural que a pandemia deixou em suspenso. Interrompidos em 2020, regressam agora os habituais concertos integrados nas Festas do Município, este ano, com lugares limitados assegurando a distância, no recém requalificado Teatro Municipal de Ourém (TMO).

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Depois de uma grande adesão dos oureenses aos concertos inaugurais do TMO, na quinta-feira foi Pedro Abrunhosa e Comité Caviar a atuar na sala principal daquele equipamento cultural, no arranque de um ciclo de espetáculos de relevo nacional, alguns já com lotação esgotada em tempo recorde, caso do espetáculo de Pedro Abrunhosa.

Este foi o primeiro de 4 espetáculos integrados nas Festas do Município onde para além deste concerto, subirão a palco “The GIft”, esta sexta-feira, dia 18, Pedro Tochas, no sábado, dia 19, e o espetáculo “Onirotóptero” (19 e 20 junho).

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Pedro Abrunhosa atuou em Ourém perante casa cheia. Foto: CMO

Durante este mês de junho, marcando o aniversário da cidade de Ourém, Pedro Abrunhosa & Comité Kaviar (com lotação esgotada), The Gift e Pedro Tochas sobem ao renovado palco do cine-teatro de Ourém nos dias 17, 18 e 19, respetivamente. O equipamento conta agora com uma programação cultural contínua e tem direção artística de João Aidos. 

O Teatro Municipal de Ourém reabriu no dia 2 de junho requalificado e modernizado graças a uma intervenção de 2,7 milhões de euros apoiada por fundos europeus. O músico António Zambujo estreou o renovado equipamento cultural, num espetáculo com a Ourearte.

Uma das grandes obras de requalificação urbanística dos últimos anos em Ourém foi inaugurada no início deste mês, querendo iniciar-se também no concelho um novo período de dinâmica cultural. Esta foi pelo menos a promessa deixada na sessão de apresentação da programação cultural do Teatro Municipal de Ourém, assim como do seu diretor artístico, João Aidos.

Aidos tem um currículo profissional de excelência, tendo sido Diretor-geral das Artes e diretor artístico do Teatro Virgínia, em Torres Novas, durante vários anos. Atualmente lidera também o projeto Santarém Cultura. 

Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, afirmou que a reabertura do Teatro Municipal de Ourém (TMO) “constituirá um marco na cidade, com repercussões na região e no país”.

“Trata-se de uma estrutura para as pessoas, de forma a fomentar a identidade da região, como ponto unificador e agregador na área cultural, por via da sua programação, integração em redes e coproduções; por via de projetos de envolvência comunitária e capacitação de públicos e agentes culturais, e económica, por via do turismo de religioso, patrimonial e de natureza”, afirmou.

Para o presidente, “o TMO, não só será uma grande oportunidade para a consolidação de conteúdos relativos a elementos identitários como também de um novo projeto artístico, da criação de novos referenciais comunicacionais que promovam a imagem de uma cidade moderna, atrativa e dinâmica”. 

Sala principal tem 441 lugares e uma das melhores acústicas da região Foto: CMOurém

Neste sentido, Ourém passa a disponibilizar de todo um “plano de atividades pensado, refletido, adequado ao público local de onde os projetos estão implementados – desde ateliers, conversas, formações, performances, conferências, concertos, teatros, espetáculos de dança e teatro, que muitas das vezes se vai moldando no tempo à medida que se ouvem e envolvem as instituições, as pessoas”.

Envolver a comunidade na atividade cultural é o objetivo desta nova estratégia, que quer ainda promover a criação de artistas locais.

“Uma cidade com oferta cultural/artística diversificada e de qualidade é sinal de
progresso, qualidade de vida, sinal de crescer com referências, com educação artística,
sinal de sensibilidade apurada, sinal de novas oportunidades e fixação de públicos,
devendo-se também prolongar às freguesias e zonas rurais”, concluiu.

Seguiu-se a apresentação do programa cultural, organizado por João Aidos e que se pretende regular, com várias informações sobre a nova sala de espetáculos. Com 441 lugares e um novo palco, assim como novos equipamentos tecnológicos, a sala “vai ser uma das melhores salas de acústica” da região. O teatro passa a contar também com dois andares de camarins e uma sala de estúdio, permitindo assim trazer espetáculos a Ourém que antes estavam impossibilitados por falta de condições.

A grande abertura decorreu no dia 2, com a presença da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, para o primeiro de dois espetáculos de António Zambujo com a Ourearte. Neste primeiro dia a entrada foi por convite, repetindo-se o espetáculo no dia 3, com entrada gratuita mediante reserva (lugares limitados devido à crise sanitária). 

Na sexta-feira, dia 4, a sala estúdio recebeu uma conferência, dirigida por Leonor Barata, a partir da obra “Amor de Perdição”, destinada a alunos do Secundário. No mesmo dia houve lugar a um concerto de Noiserv. No fim de semana, dias 5 e 6, o TMO esteve aberto para visitas guiadas e gratuitas ao novo espaço. 

O programa continua até finais de julho. Dia 12 de junho teve lugar o espetáculo “Sr. Ibraim (e as flores do corão), do Teatro Meridional. Na ausência de Feirourém devido à Covid-19, dia 17 subiu a palco Pedro Abrunhosa e dia 18 a banda The Gift. Dia 19 tem lugar o espetáculo de Pedro Tochas, “Descobrimentos”. 

O teatro de marionetas “ONIROtóptero”, da Trupe Fandanga, vai estar na praça exterior do TMO dias 19 e 20. No centro da cidade de Ourém decorre de 19 de junho a 31 de julho a exposição de fotografia “Da Minha Terra”, de Augusto Brázio.

“Bate Fado”, de Jonas&Lander, um espetáculo de dança contemporânea, sobe a palco no dia 24 de junho. 

De 28 de junho a 25 de julho, dentro da programação do TMO, o Castelo de Ourém recebe uma instalação artística de música, designada “Gamelão de Porcelana e Cristal”, da Companhia de Música Teatral.

Teatro passa a contar com uma sala de estúdio, que pode receber outro tipo de espetáculos Foto: CMOurém

A 2 de julho atua na Praça a artista Lika e dia 4 o músico Benjamim. De 4 a 6 de julho tem lugar no TMO o espetáculo de teatro “A Caminhada dos Elefantes”, de Miguel Fragata e Inês Barahona.

De volta ao Castelo, há “Baile dos Candeeiros” a 6 de julho, com a Companhia Radar 360º. Hélder Sucena vai também animar a envolvente da vila medieval a 6 de julho, com os “Jogos do Helder”. 

O auditório do Castelo recebe dia 9 de julho a música de Jéssica Pina. De 8 a 17 de julho decorre também no Castelo um espetáculo de artes visuais, designado “Friction”. A 10 de julho, ainda no Castelo, atua Angélica V.Salvi e, dia 11, Rui Souza e Beatbombers. 

A 17 de julho, no TMO, decorre um espetáculo da artista Maria João com os Budda Power Blues e a Sociedade Filarmónica Ouriense. A dia 23 há espetáculo da Academia de Música Banda de Ourém. De 24 a 26 de julho sobe a palco “Taleguinho”, o teatro de Catarina Moura e Luís Pedro Madeira. 

Por fim, a encerrar a temporada de programação do TMO, a praça recebe um espetáculo de dança contemporânea, “O Baile”, de Aldara Bizarro. 

João Aidos adiantou que a programação de setembro abre com Salvador Sobral, estando ainda prevista a atuação da Companhia Nacional de Bailado em outubro. “A programação está ao nível do desafio”, concluiu o diretor artístico, que tem contrato com o município para um ano. O Teatro vai ainda receber espetáculos de Natal, adiantou o presidente. 

Para além dos 2,7 milhões de euros, 85% dos quais financiados pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, a obra do Teatro precisou de mais 340 mil euros extra para obras inicialmente não equacionadas. O município investiu assim em arranjos exteriores e uma cafetaria, que estará aberta em contínuo.

“A ideia é que o Teatro tenha vida de acordo com a dimensão da requalificação que foi feita”, sublinhou Luís Albuquerque. 

O município de Ourém tem intenção de poder vir a aderir a uma rede nacional de teatros e cine-teatros que está a ser criada e que poderá dar acesso a programas de financiamento cultural. 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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