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Ourém | Solução para indústria do móvel passará pela marca Fátima

A solução para a decadência da indústria do móvel sediada em Vilar dos Prazeres, concelho de Ourém, poderá passar pela associação do produto à marca Fátima. A tese foi defendida por Carlos Costa, especialista em estratégia e marketing da Universidade de Aveiro, numa conferência sobre “Novos desafios para a indústria do mobiliário em Ourém”. Na quarta-feira, dia 6 de junho, o responsável convidou os empresários locais a procurarem soluções junto das equipas de análise da instituição.

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A conferência foi organizada pela ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima e pelo município de Ourém, tendo-se focado na ideia do design como factor de diferenciação para promover o mobiliário ouriense junto de um mercado global. Da parte da IDTOUR, a spin-off da Universidade de Aveiro especializada no desenvolvimento de projetos de investigação aplicada e de consultoria estratégica na área do Turismo, Carlos Costa argumentou porém que, não obstante a importância do design, se a empresa não tiver uma gestão capaz, a nível da logística e das operações, estará votada ao fracasso.

“O sucesso das empresas passa pelo design, mas também pelas operações e pela logística”, defendeu, sendo necessário também olhar para o território. Neste aspeto focaria as potencialidades da marca “Fátima” e de toda a dimensão espiritual a ela associada. “O melhor marketing que se pode fazer é o passa-palavra e vocês têm aqui um pote de mel”, constatou, defendendo que é necessário trabalhar a conjugação da marca turística à indústria.

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Até porque, comentou, “turismo sem base económica não tem interesse para o país”. Carlos Costa apelou à cooperação entre empresários do setor do móvel e da necessidade de “incubar” novas ideias dentro das próprias empresas já constituídas. Convidaria assim os empresários a procurarem soluções para o setor junto da IDTOUR.

Na introdução da sessão, o presidente da Câmara, Luís Albuquerque, lembrou que fazia parte do programa eleitoral promover a dinamização dos espaços industriais. “Vilar dos Prazeres num passado recente foi um grande pólo de empregabilidade”, recordou, “existindo conhecimento da parte dos empresários podemos voltar a dinamizar aquela zona”.

Já o presidente da ACISO, Domingos Neves, referiu que uma das missões da associação é “abrir portas”, mostrando aos empresários formas de ultrapassarem os problemas.

Na conferência interveio ainda Francisco Providência, especialista em Design na Universidade de Aveiro, que deu a conhecer alguns projetos de interação da universidade com a indústria neste âmbito. Foram ainda apresentados alguns casos de sucesso no setor do mobiliário, como o da empresa de Tomar “TemaHome”.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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