Ourém | Socialistas criticam falta de investimento no concelho

Emissão de 26 de junho 2020 da Assembleia Municipal de Ourém Foto: Print Screan página AMO

O relatório de gestão de 2019 foi aprovada na Assembleia Municipal de Ourém por maioria, com abstenção de parte da oposição. Não obstante as contas equilibradas e a grande redução na dívidas, os socialistas apontaram que tais números só são possíveis porque até ao momento o executivo PSD-CDS fez pouca obra. A discussão surgiu depois de presidente da Câmara, Luís Albuquerque (PSD-CDS), ter criticado a gestão socialista.

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O município finalizou o ano de 2019 com uma dívida total de 7,5 milhões de euros (menos 1,4 milhões), o valor mais baixo desde 2002. Houve ainda a possibilidade de arrecadar um saldo de 390 mil euros euros. Os pagamentos estão a 21 dias e a capacidade de endividamento é de 35 milhões de euros.

No debate que decorreu no âmbito da Assembleia Municipal de 26 de junho, o presidente da autarquia, Luís Albuquerque, referiu que o anterior executivo socialista “delapidou” o património municipal em perto de 40 milhões de euros, verbo que não agradou à bancada que agora está na oposição. O deputado José Alho (PS) fez uma intervenção em defesa da honra, lembrando a dívida que o PS herdou em 2009 do anterior executivo PSD, nomeadamente a resultante dos erros de planeamento do edifício dos Paços do Concelho. Em contrapartida, constatou, os socialistas tiveram que lidar com os limites da lei dos compromissos, que condicionou a atuação autárquica durante a crise.

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Também António Gameiro (PS) interveio sobre esta questão, em videoconferência, lembrando que o PS lutou durante os seus dois mandatos para diminuir a dívida.  Recordou ainda que os socialistas atuavam bastante na área social, setor que este executivo não tem investido tanto, daí a poupança. “É preciso também ver que baixa a divida muito à custa de poupar muito dinheiro e investir muito pouco”, constatou.

António Gameiro criticou ainda as comparações gerais com o anterior executivo, uma vez que havia outros fundos comunitários a decorrer e a atuação da Troika.

O deputado Martim Freitas (CDS) também deixaria algumas observações, comentando que em pontos essenciais, como as contas, este tipo de troca de palavras entre PSD e PS acabam por não promover o devido debate.

O debate perdeu-se por várias questões técnicas, acabando por ser aprovado por maioria com abstenção do PS e do MOVE.

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