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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Ourém | Seiça celebrou 500 anos pedindo “apoio político” para organizar floresta (c/vídeo)

A freguesia de Seiça celebrou na terça-feira, 15 de agosto, os seus 500 anos, com uma grande festa onde não faltou a música e as menções honrosas a figuras das terra. No seu discurso, o presidente da junta de freguesia de Seiça, Custódio Henriques, lembrou o percurso administrativo da localidade, a destruição causada pelas invasões francesas, da qual “até hoje não conseguiu recuperar”, e as necessidades atuais da freguesia. Segundo o autarca, é necessário “apoio político” para que a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de Seiça comece a dar frutos, prevenindo-se tragédias como as de Pedrógão Grande.

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A tenda do município foi instalada nas traseiras da Igreja Paroquial de Seiça e recebeu ao longo da tarde uma festa, com atuação de artistas locais. No decorrer do espetáculo foram entregues os apoios à natalidade devidos às nove crianças que nasceram na freguesia nos últimos anos. Foram ainda homenageadas figuras e associações da terra: João Reis (que completou em agosto 100 anos de vida), o grupo de teatro do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça, o grupo de teatro Apolo, o Grupo de Cantares das Fontainhas e a Associação de Caçadores da freguesia de Seiça.

A autarquia atribuiu também menções honrosas ao escritor Carlos Frias de Carvalho, o dirigente associativo Artur Martins, ao autarca António Rafael Frias, à ex-professora primária e presidente da Assembleia Municipal Deolinda Simões, ao deputado António Gameiro e à equipa de futebol do Grupo Desportivo e Cultural de Seiça.

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Na mesma ocasião, Custódio Henriques recebeu da Câmara Municipal de Ourém a medalha de ouro do município, atribuída este ano ao povo de Seiça.

No seu discurso, o presidente de Seiça referiu-se aos 500 anos da freguesia como um momento único”, numa autarquia com “um património religioso e cultural que é digno de referência”. A invasão francesa, referiu, deixou marcas profundas na freguesia, que “até hoje não conseguiu recuperar”. “Somos a única freguesia do concelho que não tem um pólo central”, afirmou, frisando a necessidade de se construir uma “centralidade” em Seiça.

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Custódio Henriques agradeceu as obras de asfaltamento e requalificação de estradas ao município, assim como o apoio às associações e o protocolo de apoio científico para a Casa Museu de Seiça, ainda por inaugurar. “Muitos questionam porque a Casa Museu está fechada”, referiu, obra financiada por fundos comunitários. A razão, explicou, deve-se ao facto da autarquia querer montar um espaço representativo da freguesia, estando ainda a receber peças para espólio.

Custódio Henriques frisou de seguida a necessidade de “apoio político para o desenvolvimento das zonas de intervenção florestal”. A ZIF de Seiça, que inclui também as freguesias de Nossa Senhora da Piedade, Alburitel e Sabacheira (Tomar), já está legalizada, “mas precisamos de apoio político para que possamos intervir de forma inovadora”. “Temos um programa de prevenção e defendemos que a solução não é atacar fogos, é preveni-los” e para tal é necessário apoio, defendeu.

 

“Toda a nossa freguesia quer progresso”, sublinhou. Para isso é necessário melhores vias de comunicação e acessibilidades, mais indústria e mais emprego para os jovens, enumerou. O autarca defendeu a necessidade de se apostar efetivamente nas zonas industriais, mas também de resolver problemas recorrentes nas telecomunicações, na pressão da água e no saneamento. “Ainda não estamos ao nível das outras freguesias”, terminou.

“É uma efeméride notável”, comentou o presidente da Câmara, Paulo Fonseca. Elogiando a capacidade empreendedora do povo de Seiça e as múltiplas figuras naturais da freguesia, Paulo Fonseca lembrou que o município gastou os últimos anos a tentar equilibrar as contas municipais. “Estamos empenhados em corrigir as coisas que errámos”, garantiu.

Seiça formou-se em 1517, por foral de D. João III. Um dos seus momentos históricos mais marcantes é a passagem de D.Nuno Álvares Pereira pela localidade, a caminho de Aljubarrota, contando a tradição que rezou pela vitória na ermida local.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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