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Terça-feira, Novembro 30, 2021

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Ourém | Santuário faz balanço final: ano de centenário ficou em 2 milhões

As celebrações do centenário das aparições de Fátima, que começaram oficialmente em novembro de 2010 e terminaram em outubro de 2017, ficaram, de forma global, em cerca de 12 milhões de euros, avançou esta segunda-feira, 2 de outubro, o Santuário de Fátima, no concelho de Ourém.

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Focando números particulares, os projetos e iniciativas custaram 1,5 milhão de euros, sendo que a visita do Papa Francisco a Fátima em maio representou um custo para o Santuário de 560 mil euros. Um bolo de 2 milhões de euros dentro de sete anos que englobam 10 milhões em apoios de caráter social, nacional e internacional, e ajudas à Igreja em Portugal.

O balanço do Santuário de Fátima sobre as contas do centenário das aparições estava prometido há muito. O Reitor do Santuário, Padre Carlos Cabecinhas, começou por salientar que este é um “balanço provisório” de um programa global “de sete anos”, onde destacou os conceitos de “memória, gratidão e compromisso”. Carlos Cabecinha frisaria que “ficou evidente o impacto de Fátima na vivência cristã de tantas pessoas”, admitindo que a receptividade “superou as expetativas mais otimistas”.

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“Consolidou-se a internacionalização de Fátima”, destacou, “a variedade de peregrinos comprova um Santuário cada vez mais global”. Ainda sem números referentes ao ano de 2017, o Reitor salientou que “foi observável o aumento muito significativo de peregrinos, nomeadamente estrangeiros”.

Mas “para o Santuário o centenário não acaba aqui”. Em dezembro será apresentado um novo ciclo de três anos com um calendário temático próprio.

A apresentação das contas competiu ao vice-reitor, Vítor Coutinho. Assim, segundo os números avançados pelo Santuário, os gastos “diretamente relacionados com a celebração do Centenário” foram de 1.549.225,78 euros em projetos/iniciativas do programa celebrativo e 560.425,97 euros em despesas com a visita do Papa Francisco a 12 e 13 de maio.

No período de sete anos em que se enquadrou a preparação do centenário, o Santuário “não descurou o financiamento para duas áreas específicas”, salientou Vítor Coutinho. Foram assim gastos 5.281.086,74 euros em apoios de caráter social, em Portugal e no estrangeiro, e 4.881.086,74 euros em ajudas à Igreja em Portugal.

Vítor Coutinho frisaria que os critérios para estes gastos se focaram no enriquecimento das propostas habituais do Santuário, que pudessem depois integrar a oferta permanente; abranger a diversidade de perfis dos peregrinos; criar património, que permaneça como herança das gerações futuras (peças músicas, obras artísticas. etc). O prelado sublinhou que as receitas da instituição são as ofertas de peregrinos e benfeitores, pelo que se procurou ter grande ponderação nos gastos e no alcance desta oferta.

“Era necessário responder às inúmeras expetativas”, explicou, sendo que nestes sete anos cerca de 50 milhões de peregrinos assistiram às celebrações, numa estimativa de passagem pela instituição de cerca de 70 milhões de pessoas.

Praticamente todas as iniciativas tiveram um vertente religiosa, destacou, nomeadamente sobre a mensagem mariana. “Nunca se refletiu tanto sobre a mensagem de Fátima”, salientou.

Nestas contas, advertiu o Reitor Carlos Cabecinhas, não estão incluídas as diversas obras de requalificação realizadas no Santuário, como as levadas a cabo na Basílica do Rosário e o novo presbitério. Segundo o clérigo, estas são obras que não se inseriram no centenário, mas eram necessárias. Uma série de indefinições relacionadas com a concordata e os serviços tributários têm conduzido a que o Santuário prefira não tornar públicos a globalidade dos seus investimentos nos últimos anos.

No que toca a afluência de peregrinos, 2017 aparenta ter sido claramente o melhor ano destes sete, comentou Carlos Cabecinhas, não havendo ainda números finais sobre o mesmo. É certo, porém, que os números de grupos estrangeiros aumentaram “consideravelmente”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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