Ourém: Santuário de Fátima já apresentou terço oficial

Santuário de Fátima apresentou terço oficial. Foto: DR

O terço oficial do Santuário de Fátima foi apresentado publicamente na terça-feira e difere de um outro divulgado em junho e comemorativo do Centenário das Aparições, explicou o reitor Carlos Cabecinhas.

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Em declarações aos jornalistas, em conferência de imprensa, o reitor do santuário da Cova de Iria explicou que a peça ontem apresentada “é o terço oficial do Santuário de Fátima” e difere de um outro terço, promovido pela Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO), numa parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda “que foi uma iniciativa que o Santuário acompanhou, mas que não é uma iniciativa do Santuário”.

“Esse é um projeto diferente, um projeto que não tem a ver diretamente com o Santuário, mas também um projeto meritório. E por ser meritório, é um projeto a que nos associámos e procurámos apoiar em toda a linha”, reafirmou Carlos Cabecinhas.

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“Mas, mesmo quando nos envolvemos nesse projeto, tivemos o cuidado de esclarecer quem tomou a iniciativa [a ACISO], que o Santuário já estava a desenvolver [um terço] e em tempo oportuno iria apresentar o seu terço oficial”, adiantou, aludindo à peça concebida pela firma Leitão & Irmão, antigos joalheiros da Coroa portuguesa, cujo design foi criado em 2010, “para ser apresentado e estar disponível no Centenário das Aparições” que agora se comemora e que pretende ser uma réplica “o mais próxima possível” do terço em metal precioso oferecido a Bento XVI e ao papa Francisco.

“Para que ficasse claro para todos os envolvidos que não se tratava de uma qualquer concorrência, mas de projetos diferentes, que têm ‘timings’ diferentes”, adiantou o reitor.

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Questionado sobre se o terço ontem apresentado é produzido na região – uma característica associada à peça da ACISO, anunciada em junho como de produção artesanal e materiais e fabrico local, pela indústria vidreira da Marinha Grande, distrito de Leiria, e com um preço de venda unitário de 12 euros, com um euro a reverter para uma causa solidária – Carlos Cabecinhas não indicou onde o terço é produzido, mas enfatizou que o Santuário procurou associar a qualidade aliada a um preço acessível (13 euros).

Já sobre o terço promovido pela associação empresarial, afirmou que embora originalmente fosse produzido na região – e que a certificação da Imprensa Nacional Casa da Moeda está relacionada com a origem dos elementos da produção – “tem já uma segunda edição que não respeita completamente essas características, uma vez que a capacidade de produção não respondia à procura”.

“Este terço [do Santuário] não procura responder a esses quesitos, procurámos que o terço fosse um terço de qualidade. Aliás, o tempo que demorámos no desenvolvimento deste projeto teve a ver com isso, conseguirmos um preço acessível numa grande qualidade do produto final”, argumentou.

“A partir de agora, este terço estará disponível para todos os peregrinos que o queiram adquirir e é para nós motivo de grande alegria, no contexto do Centenário [das Aparições], disponibilizar este terço oficial do Santuário de Fátima”, frisou Carlos Cabecinhas

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