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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Ourém | PS apresenta medidas para dar resposta a 12 mil utentes sem médico de família

A vereadora do PS, Cília Seixo, único elemento da oposição ouriense, deixou na última reunião de executivo uma sugestão para que as extensões de saúde sejam concentradas em polos e os médicos passem a trabalhar em pequenas equipas. Existem atualmente mais de 12 mil utentes sem médico de família no concelho de Ourém e o último concurso ficou deserto para o território.

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Face a esta realidade, a eleita socialistas constatou que tem que se começar a encarar o problema de outra forma, propondo a reorganização das extensões de saúde, concentrando-as, e colocando dois a três médicos de família, atualmente a trabalhar sozinhos em cada freguesia, a trabalhar em equipa numa mesma unidade. Para o presidente da Câmara, Luís Albuquerque, estas são questões que ultrapassam a gestão municipal.

O tema foi introduzido devido ao facto da freguesia de Urqueira ter ficado sem médico de família, elevando a mais de 12 mil os utentes sem médico de família, cerca de 20% da população do concelho. Também Caxarias, Espite, Matas e Cercal, Rio de Couros e Casal dos Bernardos encontram-se sem um médico regular. O presidente da Câmara, Luís Albuquerque (PSD-CDS), leu uma declaração sobre o tema, que será remetida às entidades oficiais, inclusive ao Ministério da Saúde.

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De recordar que em junho o município de Ourém inaugurou quatro novas Unidades de Cuidados de Saúde, nomeadamente no Sobral, Vilar dos Prazeres, Alburitel e Olival. As obras realizadas, no valor de 700 mil euros, permitiram recuperar velhas escolas, substituindo os antigos edifícios degradados. Na inauguração, Luís Albuquerque adiantou que o município prepara-se agora para intervir nas unidades de saúde de Caxarias e Rio de Couros, duas das extensões sem médico de família.

Na sua intervenção, Cília Seixo lembrou que foi remetida uma “carta conjunta das freguesias e do município à diretora do ACES Médio Tejo a solicitar uma reunião para resolver o assunto. No entanto, dada a situação pandémica e a falta de médicos que o SNS enfrenta, o ACES não terá soluções milagrosas para os oureenses”.

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Cília Seixo considerou assim que é necessário começarem-se a ponderar soluções alternativas para a carência de médicos no território, uma vez que o município não assumiu compromissos na área da saúde. Acresce que foram abertas 12 vagas na região e apenas duas foram ocupadas, sendo que os clínicos entretanto já se foram embora. “Médicos querem trabalhar em equipas e não sozinhos”, constatou, analisando que a lógica de um médico de família por freguesia está ultrapassada e não funciona num território disperso como Ourém, onde estes acabam por sentir-se isolados.

A autarca deixou algumas sugestões: divulgar e disponibilizar mais transporte a pedido para que os utentes se desloquem a outras Extensões de Saúde ou ao Centro de Saúde de Ourém; fazer parcerias com médicos e clínicas de saúde privada existentes nas proximidades das freguesias; implementar consultas móveis que se desloquem às freguesias; criar polos com três ou quatro médicos de modo a tornar mais atrativa a sua fixação no concelho.

“Face à sua proximidade e responsabilidade com os oureenses, a autarquia deve tentar encontrar saídas para resolver este problema grave e que tende a tornar-se cada vez pior. Este é um problema local grave, de todos os oureenses e todos devem ser parte da solução. É isso que pretendemos ao apresentar aqui algumas estratégias que poderão ser discutidas e eventualmente implementadas: dar o nosso contributo para a definição de um plano estratégico de ação, de curto e médio prazo, que possa resolver o problema grave de acesso aos cuidados de saúde de um quarto dos cidadãos oureenses”, concluiu.

Face à constatação da parte de Luís Albuquerque de que Cília Seixo estava a sugerir o encerramento de extensões de saúde mediante uma reorganização das mesmas, esta salientou “não há médicos”.

“Eu sei que não é popular, mas ou as pessoas se organizam em polos” onde há duas a três pessoas a trabalhar e o município ajuda com transporte, ou, refletiu, vai estar-se continuamente a culpar o governo e a fazer obras que não serão devidamente utilizadas por falta de recursos humanos.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 COMENTÁRIO

  1. Conhecendo o sistema (SNS) CS + Hosp, a solução não é encontrada não com hipóteses e invenções de boa vontade da autarquia!!
    Terá de passar a nível nacional por alteração de base filosófica e organizativa que terá de passar pela lei de bases e otimiza’ao da organização e funcionamento de hospitais e csaude, dando liberdade de acesso a .privados
    ou estatal pelos cidadãos, passando o estado a gastar menos e os médicos serão suficientes.
    Quando a sra jornalista quizer pode ligar-me que informarei mais…
    TELF 966 065 454. msilveiro

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