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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Ourém | Projeto Banho Maria en(cantou) o Castelo (c/vídeo e áudio)

O grupo de artistas naturais da freguesia de Atouguia, Ourém, que formam os “Banho Maria” apresentaram o seu primeiro álbum, “Casa do Castelo”, no Castelo de Ourém, dia 22, sábado. A banda encontrou um espaço cheio entre as muralhas do Paço dos Condes e uma boa recetividade do público. A edição digital do álbum estará disponível a 1 de setembro nos espaços de venda habituais, com distribuição da Farol Música. Este é o ponto de partida de uma banda que quer dar provas na música nacional. 

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“Passei estavas à janela, eu vi-te

a ver o sol que nascia

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e eu olhei para essa luz

que dos teus olhos saía

(…)

E ali ficámos os dois

sem saber o que fazer

os corações diziam

o que as palavras não sabiam dizer”

Foi com o tema “Encontros” que os “Banho Maria” iniciariam o seu primeiro espetáculo ao vivo no Castelo de Ourém. Apesar do muito frio, a pequena multidão que se reuniu entre as muralhas do Paço dos Condes continuou a fluir ao longo da noite, apresentando um espaço composto e efusivo que foi aplaudindo com entusiasmo a apresentação do trabalho “Casa do Castelo”.

A banda é composta por naturais da freguesia de Atouguia: Cláudia Ferreira (vocalista), António Lopes, João Alexandre, Paulo Reis, Tiago Silva e Miguel Marcelino. O estilo vai desde o pop-rock ao fado, num misto de folk com instrumentos de cordas e percussão.

Nasceu das tertúlias de um grupo de amigos no espaço “Adega do Largo” sob o impulso do falecido Joaquim “Manecas”, um artista de fado local. “A morte dele, em 2012, serviu um pouco” para dar o arranque a este projeto, conforme recordou o porta-voz da banda ao mediotejo.net, João Alexandre. O próprio já tentara há vários anos, juntamente com António Lopes, lançar um projeto musical, sem resultados. Das conversas pegou-se em instrumentos e os “Banho Maria” começaram lentamente a surgir. “Isto tudo ali, na freguesia da Atouguia”, recordou.

Havia uma banda de baile, os “Devolta”, já constituída por alguns dos elementos do grupo, à qual se juntou a voz de Cláudia Ferreira, “uma voz especial que merecia exposição”. Surgiu então há cerca de um ano o convite do produtor Nuno Roque (associado a artistas como Tiago Bettencourt, Capitão Fausto, Mercado Negro, Hands on Approach, Golpes, etc.) para realizar o álbum, o qual foi gravado em duas semanas no restaurante “Casa do Castelo”, que acabaria por batizar o trabalho. Todo o processo resulta assim, constatou João Alexandre, do esforço de um conjunto de amigos.

Desde que a banda iniciou a sua divulgação, esta já teve oportunidade de fazer algumas entrevistas e pequenas apresentações. A mais significativa foi na Antena 1, no programa “Master Class”, com alguns elementos da equipa. “Apresentámos dois temas do disco”, recordou João Alexandre. Entretanto foi feita uma edição de mil discos e assinado um contrato com a Farol Música, que vai lançar o álbum a nível digital a 1 de setembro.

João Alexandre admite que ainda não há espetáculos marcados, mas a recetividade tem sido tão grande, assim como as partilhas a nível das redes sociais, que acredita poder em breve apresentar o trabalho a outros níveis. O objetivo é a banda ganhar dimensão a nível nacional.

Com experiência no mercado musical, João Alexandre explicou ao mediotejo.net que a produção mudou substancialmente com “o advento do digital”. Hoje “as produtoras são sobretudo distribuidoras”, o que faz com que um álbum tenha que ser suportado pelo artista. “É difícil viver disto”, admite.

Álbum digital disponível a partir de 1 de setembro. Foto: mediotejo.net

“A música está muito condicionada, fazem-se muito downloads. Mas também permite a muito mais pessoas fazerem coisas de forma autónoma. Há as duas versões”, constatou o artista. Ao mesmo tempo, a legislação em torno deste novo universo do digital ainda está a ser, em muitos casos, criada. A vantagem, admite, é nascerem “muitos projetos de qualidade” que há alguns anos nunca teriam tido oportunidade. “É uma situação de alguma indefinição em que as ferramentas estão do lado dos artistas”, explicou.

O espetáculo no Castelo de Ourém foi apoiado, por meio de um pedido da banda, pelo município de Ourém. Começando a nível local, os “Banho Maria” vão procurar agora o nacional. “Queremos que chegue ao maior número de pessoas”, terminou.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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