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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Ourém | Poesia de Sónia Chainho este domingo no Teatro Municipal

“Nos intervalos de ti” há liberdade, amor e gratidão, numa poesia marcadamente feminina. Sónia Chainho é a autora desta obra que venceu a 3.ª edição do Prémio Literário do Médio Tejo na categoria de Poesia, uma iniciativa da Médio Tejo Edições que teve o apoio do TorreShopping e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, e que será apresentada este domingo, 12 de dezembro, na sala estúdio do Teatro Municipal de Ourém, às 15h00.

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Este é o primeiro livro que assina e, mesmo para alguns dos seus mais próximos, surgiu como uma grande surpresa. “Nos intervalos de ti”, explica, é o culminar de um percurso iniciado nos tempos em que o pai lhe lia em voz alta na Lagoa do Furadouro, em Ourém – onde cresceu –, passando pelos incontáveis rabiscos que foi guardando em gavetas ao longo dos anos.

Na sua vida, diz, a poesia passou a ser “uma forma de ser, uma forma de estar, um refúgio, um porto seguro”. Mas o que ia escrevendo permanecia longe dos olhares públicos.

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“Nos intervalos de ti” foi lançado em setembro deste ano na Feira do Livro de Lisboa, e tem recebido críticas muito positivas.

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Sobre a obra de Sónia Chainho escreveu António Matias Coelho, na deliberação do júri do Prémio Literário do Médio Tejo: “Por esta dúzia de poemas perpassam a Liberdade, o Amor e a Esperança. Mais do que um discurso predominantemente feminino, é um olhar muito humano sobre a essência da vida, numa poesia cristalina, melodiosa, que nos enleva e nos encanta. E, embalando-nos no sonho, alimentado por muito sugestivas imagens, nos deixa um sentimento de felicidade e de gratidão pelo milagre da nossa viagem pelo mundo.” 

 

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2 COMENTÁRIOS

  1. Nos intervalos de ti by Sónia Chainho
    My rating: 5 of 5 stars
    No longo intervalo da nossa espera o livro lá chegou. Tinhas a Benedita em casa e eu tinha o António ali junto do rio a escassos metros de onde segurávamos finalmente este ansiado livro.Foi ao som desse rio a murmurar nas pedras que te li esta primeira vez. O António a brincar na margem entre as folhas que o rio deixou, e a Benedita à tua espera na tua pele. E este sol, esta luz e esta poesia que é em ti tão concreta e pura como a pedra morna que se entrega à água radiada deste sol de dezembro.Um livro de uma poesia belíssima e sensual. De uma autora de uma honestidade tão marcada e sem o “vil narcisismo dos humanos” quanto esta natureza franca e desprofana onde, como nós, também a autora se sabe perder para se encontrar.Também, e talvez sobretudo, um livro acto e marca de amor. Nas suas várias formas, um acto de amor. Num regresso a casa e à terra. Ao elemento. “Alma pálida e nua”.Não consigo avaliar apenas o olhar, a viagem, o teu ou o meu regresso, a água, as palavras, o cheiro da água a entrar na terra e nas folhas ganhas aos amieiros, os versos, as pedras ou as outras folhas que a água conduz, que ora fogem ora se agarram às pedras. Folhas ganhas pela água e, agora, ganhas por este livro que segurámos há momentos. Obrigado por me deixares ler estes versos junto dos seus choupos, abrunheiros e amieiros e da sua água e das suas pedras mornas sob este abraço de um sol baixo de inverno e do meu sol enquanto tu, autora destes mesmos versos, os apresentavas entre as paredes frias de um teatro frio a ansiar o teu sol transcendente. Num outro intervalo.

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  2. No longo intervalo da nossa espera o livro lá chegou. Tinhas a Benedita em casa e eu tinha o António ali junto do rio a escassos metros de onde segurávamos finalmente este ansiado livro.

    Foi ao som desse rio a murmurar nas pedras que te li esta primeira vez. O António a brincar na margem entre as folhas que o rio deixou, e a Benedita à tua espera na tua pele. E este sol, esta luz e esta poesia que é em ti tão concreta e pura como a pedra morna que se entrega à água radiada deste sol de dezembro.

    Um livro de uma poesia belíssima e sensual. De uma autora de uma honestidade tão marcada e sem o “vil narcisismo dos humanos” quanto esta natureza franca e desprofana onde, como nós, também a autora se sabe perder para se encontrar.

    Também, e talvez sobretudo, um livro acto e marca de amor. Nas suas várias formas, um acto de amor. Num regresso a casa e à terra. Ao elemento. “Alma pálida e nua”.

    Não consigo avaliar apenas o olhar, a viagem, o teu ou o meu regresso, a água, as palavras, o cheiro da água a entrar na terra e nas folhas ganhas aos amieiros, os versos, as pedras ou as outras folhas que a água conduz, que ora fogem ora se agarram às pedras. Folhas ganhas pela água e, agora, ganhas por este livro que segurámos há momentos.

    Obrigado por me deixares ler estes versos junto dos seus choupos, abrunheiros e amieiros e da sua água e das suas pedras mornas sob este abraço de um sol baixo de inverno e do meu sol enquanto tu, autora destes mesmos versos, os apresentavas entre as paredes frias de um teatro frio a ansiar o teu sol transcendente. Num outro intervalo.

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