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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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Ourém | Paulo Fonseca despede-se e pede que se olhe Fátima como parte do concelho

Fiel utilizador das redes sociais, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, utilizou-as mais uma vez para partilhar o seu último editorial para o Boletim Municipal. Nele o autarca despede-se do concelho e deixa uma mensagem final: “lutem contra o principal defeito da nossa terra: a divisão subjetiva entre Fátima e o resto do concelho. Quanto melhor estiver Fátima, melhor estará todo o concelho e quanto melhor estiverem as restantes freguesias, melhor estará Fátima”.

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O texto foi deixado na tarde de quarta-feira, 4 de outubro, na sua página pessoal de facebook. O presidente cessante refere que escreve “pela última vez, aos Oureenses, na minha qualidade de Presidente da Câmara Municipal da nossa terra. Faço-o com mágoa pelas circunstâncias dos últimos tempos mas faço-o com alegria, também, por ter tido a oportunidade de servir a minha terra na Presidência do Município, honra suprema que só o amor compreende”.

Paulo Fonseca comenta que “foram oito anos muito duros, nos quais, mal tive oportunidade de projetar o futuro com o entusiasmo que merece o Povo da nossa terra. Lembrei-me muitas vezes do Marquês de Pombal quando, no seguimento do terramoto de 1755, teve de redefinir prioridades e concluir que, perante as circunstâncias, era preciso primeiramente ajudar os vivos e enterrar os mortos. E só depois reconstruir o país”.

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“Tenho a honra de ter sido afastado de mãos limpas e de consciência tranquila… porque a honra do serviço público deve obediência ao cumprimento de valores incontornáveis como a honestidade ou o respeito pelo bem comum”, salienta.

O autarca enumera os sucessos dos seus dois mandatos: a redução da dívida, contas públicas equilibradas e “cerca de 40 milhões de euros de investimento aprovado com fundos Europeus”. “Saio com a alma cheia de emoções, com a convicção de que cumpri o meu dever pelo amor à nossa terra. Tenho orgulho nisso, confesso”.

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“Quero declarar-me apaixonado pela nossa terra. E fiz da minha vida a missão intrépida de o declarar com gestos e acções”, refere. “Também sei, sem falsa modéstia, que Ourém é hoje um concelho diferente. Mais moderno e conhecido, cheio de potencial para se renovar e se projetar cada vez mais, com condições de partida excelentes que não podem perder-se”.

Paulo Fonseca termina a apelar à união e à luta contra “a divisão subjetiva entre Fátima e o resto do concelho”. “Quanto melhor estiver Fátima, melhor estará todo o concelho e quanto melhor estiverem as restantes freguesias, melhor estará Fátima”, conclui.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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