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Ourém: O misterioso desaparecimento de Martim

Em Amieira, freguesia de Urqueira, Ourém, ainda ninguém consegue perceber bem o que se passou. Numa rua sem saída, sem barulho, sem testemunhas, uma criança de dois anos desapareceu da casa dos avós maternos pelas 9 horas de segunda-feira, 24 de outubro.

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Quando o mediotejo.net chegou a Amieira, pelas 18 horas desta segunda-feira, encontrou o frustrante sentimento da espera. Elementos da GNR e da PJ vasculhavam o terreno com cães pisteiros, tendo percorrido toda a zona envolvente e as traseiras da casa: uma rua sem saída, encerrada por montes e mato, por onde só passaria um automóvel todo-o-terreno. Uma aldeia pacata, com poucos acessos.

Ninguém viu nada, os cães não ladraram, não se viu nenhum carro suspeito. À medida que a tarde caía, os vizinhos aglomeravam-se nos arredores, tentando saber notícias. Segundo narraram algumas moradoras ao mediotejo.net, a criança de dois anos estaria a brincar na frente da casa quando a avó se afastou por alguns minutos para ir à cozinha, onde adiantava o almoço. Voltou pouco tempo depois mas já não viu a criança.

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Alertaram-se os vizinhos e foram estes que nos primeiros momentos correram os arredores à procura da criança. Chamadas as autoridades, estas permaneceram no local em buscas durante toda a tarde com cães pisteiros. A mãe esteve todo o dia a prestar declarações.

O que se sabe de Martim? Fruto de um relacionamento desfeito, a mãe, a residir em Leiria, tinha obtido a guarda da criança na sexta-feira, 21 de outubro, encontrando-se o pai em França. A mãe vinha visitar vários vezes os pais em Amieira e era aí que se encontrava Martim na manhã de segunda-feira.

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Enquanto prosseguiam as buscas, os moradores manifestavam as suas desconfianças a quem perguntava. A estrada não tem saída, quase não há acessos. Como teria alguém pegado na criança em tão pouco tempo sem dar nas vistas? Terá seguido para o monte? Os cães não ladraram, ninguém viu nada. O alerta foi dado quando a avó chamou os vizinhos aos gritos, assustada.

Com o final do dia só o “circo” mediático dava conta de que poderia haver novidades sobre Martim. Lembravam-se outros casos, outras crianças, outros desaparecidos, avançavam-se hipóteses. Terá sido o pai? A hipótese passa pela cabeça de quem comenta o caso e afirma-se “antes assim, que algo pior”.

Uma vizinha comenta que existem poços na zona, mas estão tapados. O menino por vezes afastava-se da casa, mas avó vinha sempre atrás, “nunca o largava”.

Ao princípio da noite a GNR e elementos da PJ continuavam no local e havia sido aumentado o perímetro de segurança. Os cães iam-se reunindo junto dos carros da GNR, chovia e o frio apertava. Os vizinhos foram dispersando, permaneceram os jornalistas.

Buscas retomadas por Martim

A PJ e GNR retomaram hoje, às 9:00, as buscas, 24 horas depois do desaparecimento do menino de dois anos em Amieira, Ourém, na manhã de segunda-feira. As autoridades voltaram hoje a fechar o perímetro em torno da habitação de onde terá desaparecido. A mãe e os avós estiveram até às 2h30 a prestar declarações na PJ.

Fonte da PJ de Leiria disse à Lusa que, dadas as condições do terreno (com o cair da noite), as buscas na área envolvente onde o menino de dois anos desapareceu foram suspensas. No entanto, “a investigação continua ininterruptamente”, tendo sido retomadas esta manhã.

“Todos os meios continuam envolvidos na investigação e estamos a fazer tudo para eliminar todos os caminhos. Mas, todos os cenários continuam em aberto”, sublinhou a mesma fonte.

A PJ revelou ainda que já “conversou com o pai da criança” e “confirmou que o mesmo se encontra em França”.

A fonte não adiantou se o progenitor, que estava divorciado da mãe da criança, irá viajar para Portugal.

O menino estava vestido com um pólo azul e umas calças de fato de treino cinzentas. Tinha consigo uma fralda, a chupeta e um peluche”.

c/Lusa

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

3 COMENTÁRIOS

  1. Como se pode suspender uma operação de busca por uma criança de 2 anos ? Se por vezes se faz
    isso (suspensão) quando se trata-e não devia!-de indivíduos maiores de idade, nunca se imaginaria
    que pudesse alguém dar essa ordem por uma criança de 2 anos ! É de pasmar !
    É a prova provada que Portugal não tem nesta matéria capacidade para casos de desaparecimentos .
    É um Aviso para futuro : Quando alguém se sentir preocupado por um caso semelhante, deve envidar todos os esforços para efectuar, sem descanso, as buscas que entender, desde que isso não prejudique terceiras pessoas !!

  2. Ainda a propósito deste caso, como compreender que ninguém da ,nomeadamente, PJ tivesse dado
    instruções para não deixar “apagar” os indícios possíveis de aspectos relativos ao desaparecimento
    desta criança ! Pode alguém dizer:” Mas é uma criança ! “, Sim, com todo o cuidado,a criança devia
    ter sido examinada pelas pessoas destacadas para este caso ! Mas não ! Deixaram que lhe dessem
    banho, as roupas, possivelmente, foram para lavar , a criança estava “molhada” (a fralda ou água da
    chuva ?) ! Portanto, perderam-se esses indícios !

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