Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Segunda-feira, Outubro 18, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Ourém | Novo executivo continua a revogar decisões deixadas pelo PS

Desde que tomou posse, a 24 de outubro, o novo executivo PSD-CDS de Ourém já travou o avanço de vários projetos que vinham do anterior executivo PS, alguns já preparados para executar. Reanálise de projeto, irregularidades, elementos em falta são os motivos apontados pelo novo presidente, Luís Albuquerque, de cada vez que avisa que determinado procedimento ou concurso terá que ser reavaliado.

Na assembleia municipal de 21 de novembro, a primeira oficial depois da tomada de posse, foram retirados da agenda dois projetos para Fátima que aguardavam a aprovação final dos deputados: a primeira fase do parque de lazer de Fátima e o acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP) para requalificar a EN356, entre o entroncamento de acesso ao nó da A1 e a rotunda sul, em Fátima. Luís Albuquerque pediria em ambos os casos para que os documentos voltassem à reanálise do executivo, que os encontrara já em fase final, devido a um entendimento diferente de como deveria ser realizado o processo do parque e a uma necessária reavaliação do orçamento da EN356, que o município não tinha condições de suportar.

Nas reuniões de câmara que se seguiram continuou-se a revogar várias decisões deixadas pelo PS, com base em falhas de variada natureza. A 4 de dezembro, na reunião pública, foram revogados os concursos para a requalificação do Castelo e dos Paços do Conde, por forma a avançar com um novo modelo de um concurso único para o conjunto do empreendimento (enquadrado em diferentes fundos comunitários).

Na reunião de câmara privada de 18 de dezembro, segunda-feira, os tópicos relativos às obras de requalificação da EB1 do Cercal e da revisão da recuperação do edifício da APDAF tiveram que ser revogados dado um conjunto de irregularidades que se verificaram nos processos. A candidatura, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), para requalificação do Cine-teatro Municipal foi novamente votada porque a aprovação anterior fora revogada, dado estar a faltar no projeto (de cerca de 2 milhões de euros) o AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado). O executivo PSD-CDS retificou inclusive o orçamento de 2017, que estaria inflacionado em 2 milhões em relação à realidade.

Numa reunião informal com jornalistas na terça-feira, dia 19, Luís Albuquerque reconheceu que o novo executivo tem feito efetivamente várias revogações desde que entrou em funções. Procedimentos que “não estão correctos”, explicou, como caso da escola do Cercal ou Cine-teatro, têm sido a base destas decisões.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome