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Ourém | “Ninguém fica para trás”, diz presidente da câmara, revelando intervenção junto de imigrantes a passar fome

O município de Ourém identificou e encaminhou um grupo de 20 imigrantes a passar fome no concelho, alegadamente abandonados e sem qualquer apoio. O tema surgiu na Assembleia Municipal de sábado, 27 de fevereiro, quando o executivo PSD-CDS recebeu críticas às respostas sociais do seu plano de apoios no âmbito da covid-19, em particular nas ajudas à crescente imigração. “Ninguém fica para trás, seja português, seja estrangeiro”, frisou Luís Albuquerque.

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Votava-se o grande plano de apoio às famílias e às empresas, com o famoso pacote das 10.001 noites nos hotéis do concelho, com críticas à resposta tardia e insuficiente do município. Neste âmbito, foi mencionado pela oposição do PS e do MOVE a fragilidade dos imigrantes, cujos processos de legalização podem demorar anos a ficar concluídos, não obstante estejam a trabalhar e com os papéis em dia.

Em resposta, Luís Albuquerque acabaria por frisar as respostas que o município tem dado a questões sociais, mesmo que envolvam estrangeiros. “Todos as pessoas que necessitam de apoio serão apoiadas”, frisou, referindo que o município muitas vezes se tem substituído às entidades que têm a obrigação de apoiar situações envolvendo imigração.

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Neste sentido, adiantou que há cerca de um ano a Câmara de Ourém teve que intervir numa situação desta natureza. “Tivemos uma situação gravíssima no nosso concelho, com cerca 20 pessoas completamente abandonadas num pavilhão e que outras entidades deveriam, porque era a sua obrigação, fazer face ao problema que estava identificado e teve que ser o município a lá ir levar comida, porque as pessoas estavam a passar fome. Tivemos que as levar para o sítio que deviam ter ido e resolvemos o problema”, contou.

O caso, admitiu, não chegou a ser publicitado e, segundo Luís Albuquerque, a Câmara assumiu as respostas à situação.

O presidente referiu ainda que o município tem alguns apartamentos de emergência, havendo neste momento dois ocupados por situações a pedido da Segurança Social. “No nosso concelho, desde que tenhamos conhecimento, ninguém fica para trás”, seja português ou estrangeiro, sublinhou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 COMENTÁRIO

  1. O presidente da camara devia era leva-los para casa dele porque os apartamentos onde a enfiam esta gente as pessoas que lá vivem e pagam os seus impostos deixam de ter sossego. Ourém passou de uma vila pacata e atrativa para viver para estar a caminho de uma cidade sem qualidade de vida e tranquilidade e os números de Covid os maiores do distrito e um dos maiores do país atestam isso mesmo. Tudo para satisfazer empresários que querem pagar uma miséria e importam estas pessoas e depois as abandonam .

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