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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Ourém | Nas peregrinações as “pessoas vão à procura de respostas para os seus problemas”

Sob o mote da questão “Peregrinar está na moda?”, decorreu na sexta-feira, 31 de maio, no Hotel Santa Maria, em Fátima, uma tertúlia em torno do mais recente livro do Padre Aires Gameiro, “De Guadalupe a Fátima com Maria e Seus Dizeres – Ensaios, Peregrinações e Narrativas”. O tema reuniu à mesa o Reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, e o historiador José Manuel Poças das Neves, para além de algum público interessado nas reflexões em torno das peregrinações marianas. Ficou ainda a sugestão para a criação de um dia internacional dos santuários marianos.

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Aires Gameiro é natural de Pombal e sacerdote da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus. Licenciado em Teologia e em Psicologia e doutorado em Teologia Pastoral da Saúde, debruça-se nesta obra sobre as peregrinações a santuários marianos, de Guadalupe, no México (o santuário católico mais visitado das Américas), a Fátima. Na tertúlia, discutiu-se o sentido de “peregrinação”, citando-se Tolentino Mendonça ao afirmar-se que é “rezar com os pés”.

(esq-dirt) Aires Gameiro, Padre Carlos Cabecinhas e José Manuel Poças das Neves discutiram o sentido mariano de peregrinação Foto: mediotejo.net

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“O caminho e o caminhar pertencem à mais genuína experiência humana”, refletiu Carlos Cabecinhas, comentando que nos coloca em contacto com o nosso ser em construção. “Quando num lugar como Fátima vemos tantos peregrinos, não é o que eles fazem mas o que nos leva a refletir sobre a nossa experiência”, continuou.

Já Aires Gameiro salientou que há diferentes tipos de peregrinação, da literária à política, sendo que nesta obra se debruçou em concreto sobre as peregrinações religiosas – cristãs – católicas – marianas. “Há também as peregrinações budistas, muçulmanas”, comentou, mas dessas não trata o livro. Nesta perspetiva, “o peregrinar é sempre um procurar”, “estamos a celebrar a visitação de Nossa Senhora”, ela própria uma “peregrina”, que em todos os locais por onde foi vista mandou erguer uma capela ou uma casa.

O autor foi interpelado sobre a sua proposta de se criar um dia mundial dos santuários marianos. “Seria bom para a evangelização”, refletiu, na medida em que constatou a inexistência de uma teologia histórica sobre estes fenómenos.

Sobre a moda das peregrinações, Aires Gameiro comentou que se trata de um sentimento geral de procura, mesmo para os não crentes. “Há muitas pessoas que vêm a Fátima e não acreditam [nas aparições], mas vêm procurar”, “as pessoas vão à procura da resposta para os seus problemas. Daí os santuários sempre terem atraído os doentes. São os que sofrem mais”, argumentou. Há também que procurem a peregrinação simplesmente para a desacreditar, afirmou.

O grupo discutiu ainda a ideia de Fátima se traduzir sobretudo por uma “religiosidade popular”. Para o autor “não haverá harmonização entre religiosidade erudita e popular”, “as pessoas simples não pensam com os critérios dos sábios”. Mas não obstante alguns teólogos não concordarem com as visões mais simples das aparições de Nossa Senhora, para Aires Gameiro não vê mal na abordagem.

“Deus entende-se com todos”, referiu, lembrando que Jesus também foi peregrino.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 COMENTÁRIO

  1. Sem dúvidas que a máquina infernal de fazer dinheiro que lá está montada à espera deles ajudam a resolver pelo o menos o problema de dinheiro a mais ficando com algum

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