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Ourém | Município sobe para 90 os funcionários em teletrabalho

Na sequência da notícia do mediotejo.net sobre a falta de recursos tecnológicos do município de Ourém para ter mais funcionários em teletrabalho neste período de confinamento, os vereadores da oposição PS questionaram na reunião camarária de 1 de fevereiro, segunda-feira, em que fora gasto nos últimos três anos o dinheiro destinado à “desmaterialização” dos processos administrativos anunciado. Na resposta, o presidente Luís Albuquerque (PSD-CDS) referiu que entretanto já estão 90 pessoas (e não as 30 iniciais) a trabalhar a partir de casa e que se deveu ao seu executivo a existência de tal possibilidade.

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A reunião decorreu em videoconferência, tendo sido permitida a visualização pela comunicação social. O tema foi levantado por Cília Seixo (PS), calculando em 220 (e não 150) o número de trabalhadores do município que poderiam estar em teletrabalho, referindo que, por tal, só estariam cerca de 15% em casa.

Uma vez que o executivo PSD-CDS alegou falta de condições tecnológicas para o efeito, questionou onde fora gasto o dinheiro que nos últimos três anos tem sido anunciado para “desmaterialização” de processos e equipamentos, indagando se não está a ser canalizado apenas para a propaganda do executivo eleito. Perguntou ainda porque ao fim de nove meses de pandemia este tipo de problemas ainda se colocavam.

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Em resposta, Luís Albuquerque começou por referir que se a pandemia fosse em 2017 – quando o seu executivo substituiu o do PS em Ourém – nem haveria condições para ter trabalhadores em casa. Defendeu assim o trabalho de modernização tecnológica que tem sido realizado nos últimos anos, tornando a frisar que apenas 150 trabalhadores do município (que no total tem mais 550 funcionários) têm efetivamente condições de usufruir do teletrabalho.

No decorrer do debate, o presidente adiantou que entretanto são já 90 as pessoas a trabalhar a partir de casa. Referiu que não estarão mais de 50 pessoas a trabalhar nos edifícios municipais, convidando a quem assim entendesse a ir conhecer as condições laborais.

A súbita subida de 30 para 90 trabalhadores em teletrabalho no município levantou ainda alguma discussão e ceticismo, mas o tema ficaria por aqui.

O tema do escasso número de trabalhadores da Câmara de Ourém a usufruírem de teletrabalho foi motivado por uma denúncia ao mediotejo.net.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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