Ourém | Município quer regime excecional para Fátima à semelhança do Algarve

Santuário de Fátima. Foto: Arlindo Homem

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, levou à reunião de executivo uma proposta que vai agora dirigir ao Governo, por forma a que este permita que seja o município a definir os horários dos estabelecimentos comerciais no seu território. Em causa está sobretudo a realidade de Fátima, onde as lojas só podem abrir a partir das 10h00, o que está a afetar o já enfraquecido negócio devido à pandemia. Na mesma reunião, o presidente adiantou ter-se reunido com os hoteleiros da cidade, setor cuja ocupação encontra-se atualmente entre os 0 e os 10%.

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“Esta pretensão visa permitir a abertura das lojas num horário diferente, de modo a evitar as aglomerações que recentemente se tem verificado, principalmente na cidade de Fátima, e que contrariam as normas definidas pela Direção-geral da Saúde relativas à pandemia de COVID-19”, adianta informação municipal.

“Depois de um primeiro contacto, formulado diretamente ao Primeiro-ministro, no mês passado, esta aprovação em reunião de câmara reforça esse pedido, estendendo-o, também, ao Ministro da Economia e Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”, esclarece.

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Na proposta lida ao restante executivo, Luís Albuquerque (PSD-CDS) referiu que a pandemia é “um problema que no geral nos afeta a todos, mas que no caso particular do Turismo é um problema que como todos reconhecemos, particularmente grave e que no caso de Fátima atinge uma quebra de negócios a rondar os 90%. Fátima é, pela sua particularidade, uma cidade que depende muito do turismo, quer sejam hotéis, restaurantes ou a grande parte do seu comércio, e reconhecemos que este é um setor dos que mais sofre neste momento e que mais tarde dará início à sua recuperação”.

Deste modo, quer-se rever junto do Governo, para o caso particular de Fátima, a diretiva dos estabelecimentos de comércio a retalho, de prestação de serviços, estabelecimentos de restauração e de acesso a serviços e edifícios públicos não poderem abrir antes das 10h00.

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“Assim, e porque até ao momento não recebemos qualquer resposta ao nosso ofício,
iremos junto das entidades governamentais, reforçar o anterior ofício, demonstrando a
nossa preocupação com a situação atual que se vive em Fátima, e propondo que esta
competência dos horários dos estabelecimentos de comércio a retalho, possa ser
delegada nos Municípios tendo em conta o conhecimento e a especificidade de cada
território, mas sempre com a garantia da salvaguarda da saúde pública e seguindo as
orientações da DGS”, concluiu.

Na mesma sessão de segunda-feira, dia 4 de agosto,, Luís Albuquerque informou que reuniu com cerca de uma dezena de hoteleiros do concelho na sexta-feira, dia 31 de julho, para tentar perceber como se encontra o setor.

“As preocupações imediatas são as dificuldades na tesouraria”, adiantou o autarca à comunicação social, referindo que as taxas de ocupação se encontram entre os 0% e os 10% e alguns espaços ainda não reabriram as portas.

O município está a pedir uma reunião com a Secretária de Estado do Turismo e pretende reforçar a necessidade de apoiar o turismo de Fátima, para que tenha um tratamento semelhante ao que está a ser conferido ao Algarve.

“O que queremos é que a hotelaria de Fátima seja tratada da mesma forma”, afirmou.

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