Ourém | Município aprova projeto de requalificação da Mata Municipal

A Mata Municipal de Ourém, espaço existente por trás da Escola Secundária de Ourém, vai ser alvo de uma intervenção de requalificação, estimada em 200 mil euros. A Câmara de Ourém aprovou, por unanimidade, o projeto de requalificação ecológica e paisagística da mata municipal, promovendo a biodiversidade e o lazer da população.

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O projeto foi aprovado pelo executivo municipal na reunião privada de 17 de junho, entrando agora no processo burocrático para lançar concurso e respetiva concretização.

“Talvez daqui a um ano as obras possam começar”, refletiu o presidente da Câmara, Luís Albuquerque (coligação Ourém Sempre PSD/CDS), numa sessão com jornalistas a 18 de junho, não deixando porém garantias da celeridade do processo. O espaço sofreu uma pequena intervenção há cerca de uma década, altura em que recebeu o nome de “Mata Municipal Toná”, não tendo desde então sido alvo de mais trabalhos.

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Em nota de imprensa, o município destaca que “o projeto foi pensado para possibilitar o usufruto por parte da população de forma lúdica ou pedagógica, além do uso pelas escolas como sala de aula ao ar livre, num investimento na ordem dos 200 mil euros”.

Neste contexto, o “projeto de arquitetura pretende preservar, desenvolver e proteger a flora e fauna locais, e criar uma zona de lazer e aprendizagem em plena natureza”.

Está prevista ainda “uma zona de piqueniques com equipamento infantil, um lago com margens relvadas, percursos pedestres com vários pontos de interesse (torre de observação de aves, casa do carvalho gigante, zona de aromáticas e chás, viveiro para propagação de sementes autóctones e ginásio ao ar livre) e um parque canino para que os utilizadores possam passear os cães em parque próprio, com bebedouro apropriado”.

Considerando que a Mata Municipal de Ourém é um “museu vivo”, o município irá proceder à “limpeza fitossanitária do espaço através da remoção de espécies infestantes e a remoção de todos os exemplares arbóreos ou arbustivos mortos ou em mau estado” e à “demolição ou desmontagem de todas as estruturas e equipamentos existentes que não estejam enquadrados no projeto”.

A construção do lago, que servirá também de bebedouro para aves e pequenos mamíferos, a construção de pequenos muretes, caminhos de betão poroso e passadiços em ‘deck’ de madeira para atravessamento de leitos de drenagem e a reabilitação de caminhos em terra batida” são outras das intervenções previstas.

O projeto prevê ainda a “construção de uma rede de rega, grelhadores e um bebedouro em pedra, a implantação de construções de madeira, a colocação de mobiliário exterior e outros equipamentos (mesas com bancos, papeleiras, placas de sinalética e aparelhos de ginástica ao ar livre), a implantação de um parque canino, a colocação de luminárias e a plantação de árvores e arbustos”.

Segundo a autarquia, o projeto de arquitetura paisagista tem um “cariz ambiental muito forte” e, além de “promover a biodiversidade local, está apto para responder aos desafios urgentes no âmbito das alterações climáticas”.

“Possibilita também uma melhoria da qualidade de vida da população local e ainda uma solução para os canídeos da cidade, disponibilizando um espaço vedado onde estes podem correr livremente e, possivelmente, reduzir os dejetos caninos que são frequentemente encontrados em passeios e espaços verdes”, acrescenta.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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