Ourém | Município aguarda estudo de impacto ambiental sobre exploração de gás de xisto

A Câmara de Ourém esteve presente a 31 de outubro numa apresentação do projeto “Australis Oil&Gas em Portugal – concessões de exploração de petróleo e gás em Portugal”. De recordar que a exploração de gás de xisto na região de Leiria contempla a freguesia de Fátima. Segundo o vice-presidente Natálio Reis (PSD-CDS), a empresa avançou que não vai utilizar técnicas de “fracking”. O município aguarda, agora, o estudo do impacto ambiental.

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Na reunião de câmara de 5 de novembro, segunda-feira, o Natálio Reis leu uma declaração sobre esta sessão, onde esteve presente o presidente executivo da AustralisOil&Gas,  representantes dos municípios envolvidos e algumas associações ambientalistas. “A apresentação iniciou-se com a apresentação da empresa, seguiu-se a apresentação do projeto em Portugal designadamente em Aljubarrota e Bajouca, locais previstos para a execução das perfurações de pesquisa”, adiantou.

“Em setembro de 2015, foram atribuídas à Australis Oil&Gas duas concessões de exploração onshore na Bacia Lusitânica (conhecidas como Batalha e Pombal). As concessões cobrem uma área total de 2.510 Km2, de um prazo de duração inicial de 8 anos”, referiu.

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“Nesta fase encontra-se em curso o Estudo de Impacte Ambiental relativos aos trabalhos de pesquisa das concessões, onde ser preveem a execução de duas sondagens de profundidade, com a duração de três a quatro meses, designadamente: freguesia de Aljubarrota (concessão da Batalha) – Sondagem piloto vertical com desvio na horizontal com o objetivo de testar as ocorrências de gás, profundidade 2 Km, largura 500 m; freguesia de Bajouca (concessão de Pombal) – execução de sondagem vertical com 45 cm de diâmetro e 3 Km de profundidade”, continuou.

Para Natálio Reis as vantagens do projeto inserem-se no contributo para uma melhor “independência energética de Portugal, perspetivando-se a extração de 12,99 mil milhões de m3 de Gás Natural, o suficiente para garantir dois anos e meio o fornecimento a Portugal”. Ainda “contrariando o inicialmente avançado a empresa não irá recorrer a fracturação hídrica, não utilizando quais quer técnicas de fracking, ao contrário do que vem sendo veiculado, com a esperada redução dos impactes ambientais”. A empresa compromete-se também a contribuir para a comunidade local.

“Relativamente às desvantagens do projeto deve-se aguardar pelo Estudo de Impacte Ambiental, em curso, com consulta pública prevista para o início/meados do próximo ano, no entanto espera-se que os principais impactes se relacionem com o ruído, ar e águas subterrâneas”, terminou.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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